Política

Tarifaço prejudica oposição e associação a Bolsonaro desgasta Tarcísio aponta Quaest

Diretor da Quaest avalia que impacto do tarifaço e vínculo com Bolsonaro ampliaram desvantagem de Tarcísio e outros opositores frente a Lula

Pesquisa Genial/Quaest divulgada em 21 de agosto mostra que o presidente Lula ampliou vantagem sobre opositores após o tarifaço. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, avalia que a oposição ficou “intoxicada” pelo episódio, prejudicando nomes como Tarcísio de Freitas e Bolsonaro. O levantamento também indica queda na rejeição a Lula e aumento da rejeição a opositores.

Impacto do tarifaço nas pesquisas eleitorais

Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o tarifaço elevou a percepção negativa sobre políticos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que estava em empate técnico com Lula na pesquisa de julho, viu sua desvantagem dobrar, passando de 4 para 8 pontos percentuais.

Bolsonaro, que já teve forte desempenho em São Paulo, agora aparece empatado com Lula no estado. Em 2018, Bolsonaro abriu 30 pontos de vantagem sobre Fernando Haddad e, em 2022, superou Lula por 10 pontos. “Em relação a Bolsonaro, Lula abriu uma vantagem ainda maior entre julho e agosto: dobrou, passou de 6 para 12 pontos. Esse resultado reforça o mal desempenho de Bolsonaro diante do tarifaço”, afirma Nunes.

Michelle Bolsonaro, também avaliada, viu a distância para Lula crescer de 7 para 13 pontos em um eventual segundo turno. Seu melhor desempenho seria em Goiás, onde venceria por 15 pontos, mas o empate em São Paulo e Minas Gerais dificulta sua vitória, considerando o peso eleitoral de Lula na Bahia e Pernambuco.

Outros nomes da oposição em queda

O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), mesmo tentando se distanciar do tarifaço, registrou queda. Seu ponto forte permanece no Paraná, onde venceria Lula por 54 pontos. “A oposição ficou tão ‘intoxicada’ pelo tarifaço que até Ratinho Jr, que tem sido mais discreto em relação ao tema, viu seu desempenho piorar. Lula abriu 10 pontos de vantagem sobre o governador do Paraná”, diz Nunes.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teve a maior oscilação negativa: de 10 pontos atrás de Lula em julho, passou para 15. Segundo Nunes, “toda a ação de Eduardo nos EUA não tem lhe rendido frutos eleitorais até aqui. Eduardo só venceria Lula em Goiás e no Paraná. Nos outros estados, ele empataria ou perderia”.

Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, também piorou, com a diferença para Lula subindo de 9 para 14 pontos. Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás, venceria Lula por mais de 50 pontos em seu estado, mas precisa melhorar em SP e MG para ser competitivo. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece 16 pontos atrás do presidente.

Lula reduz rejeição e cenário segue polarizado

Pela primeira vez no ano, a rejeição a Lula caiu de 57% para 51%, enquanto seu potencial de voto aumentou. Entre opositores, a rejeição cresceu e o potencial de voto ficou estável. Tarcísio de Freitas, por exemplo, viu sua rejeição subir de 33% para 39%. O cenário permanece polarizado: 58% dos entrevistados acham que Lula não deveria ser candidato, e 65% defendem que Bolsonaro desista de 2026.

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