A pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (21) indica que a rejeição ao presidente Lula caiu de 57% em maio para 51% em agosto. Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, teve aumento de rejeição, passando de 33% para 39%.
O levantamento ouviu 12.150 pessoas entre 13 e 17 de agosto, antes do indiciamento de Bolsonaro e de seu filho Eduardo, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Desempenho dos principais nomes para 2026
Segundo o levantamento da Quaest, Lula lidera em todos os cenários de primeiro e segundo turno para a eleição presidencial de 2026, superando nomes como Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro, Ratinho Júnior, Eduardo Leite, Eduardo Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro.
Os índices de intenção de voto mostram que Lula é conhecido e teria voto de 47% dos entrevistados, enquanto 51% afirmam conhecê-lo, mas não votariam nele. Jair Bolsonaro tem 37% de intenção de voto entre os que o conhecem, com rejeição de 55%. Michelle Bolsonaro é opção para 31%, com 51% de rejeição. Tarcísio de Freitas é conhecido e votado por 27%, mas sua rejeição subiu para 39%. Outros nomes como Ciro Gomes, Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Ratinho Júnior, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite têm índices de intenção de voto entre 11% e 28%, com rejeição variando entre 33% e 56%.
O levantamento também avaliou a percepção sobre a candidatura de Lula à reeleição: 58% dos entrevistados são contra, índice igual ao de julho, mas menor que o de junho, quando era 66%. Apenas 39% defendem a candidatura do presidente. Sobre Bolsonaro, 65% acreditam que ele deve abrir mão da candidatura e apoiar outro nome, enquanto 26% acham que ele deve manter a candidatura, mesmo inelegível.
Cenário da direita e alternativas
Entre as alternativas à candidatura de Bolsonaro, Michelle Bolsonaro aparece com 16% das preferências, seguida por Tarcísio de Freitas com 14%. Ratinho Júnior tem 10%, Pablo Marçal 6%, Eduardo Leite 5%, Eduardo Bolsonaro e Ronaldo Caiado 4% cada, Romeu Zema 3% e Flávio Bolsonaro 2%. Outros nomes somam 2%, enquanto 21% não escolheriam nenhum desses candidatos e 17% não souberam responder.
O diretor da Quaest avaliou que o aumento da rejeição de Tarcísio de Freitas pode estar relacionado ao “tarifaço” e à associação ao ex-presidente Bolsonaro, especialmente após episódios recentes que desgastaram sua imagem. Na pesquisa anterior, em julho, Tarcísio estava em empate técnico com Lula, mas agora sua desvantagem dobrou, passando de 4 para 8 pontos percentuais.
Além disso, o ministro Alexandre de Moraes deu 48 horas para que Bolsonaro explique o descumprimento de medidas cautelares e o risco de fuga, conforme relatório da Polícia Federal, o que pode impactar o cenário político e as avaliações dos eleitores.