O governo Lula acusa apoiadores de Jair Bolsonaro de fomentarem pânico entre bancos brasileiros para ajudá-lo em ação penal do golpe. O movimento, porém, começa a prejudicar a própria direita ao ser associado à defesa de Bolsonaro.
Assessores de Lula afirmam que a estratégia busca pressionar governo e STF, explorando incertezas sobre possíveis sanções dos EUA ao ministro Alexandre de Moraes. Bancos relatam temor, mesmo sem confirmação de sanções.
Clima de incerteza no sistema financeiro
Segundo auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o objetivo dos apoiadores de Jair Bolsonaro é usar o sistema financeiro para pressionar tanto o governo quanto o Supremo Tribunal Federal (STF). Eles aproveitam o ambiente de incerteza sobre eventuais sanções do governo norte-americano, sob comando de Donald Trump, ao ministro Alexandre de Moraes.
Um assessor de Lula declarou: “Eles estão criando um pânico que pode não corresponder à realidade, porque, até agora, a Secretaria do Tesouro dos Estados Unidos não indicou sanções para bancos que tenham contas em reais do ministro Alexandre de Moraes”. Apesar disso, o deputado Eduardo Bolsonaro conseguiu gerar temor entre bancos sobre o risco de sanções nos EUA.
Um banqueiro ouvido pelo blog afirmou que ninguém sabe ao certo o que pode acontecer, ressaltando que talvez nada do que Eduardo Bolsonaro promete realmente se concretize.
Divergências no STF e impacto sobre bancos
No STF, a decisão do ministro Flávio Dino, determinando que os bancos sigam as leis brasileiras e ordens da Corte, foi vista como tecnicamente correta. Contudo, colegas de Dino avaliam que ele errou ao assumir um caso que está sob relatoria do ministro Cristiano Zanin. Zanin é responsável por uma ação do deputado Lindbergh Farias, que pede para que bancos brasileiros não bloqueiem contas de Alexandre de Moraes.
Ministros entendem que Dino deveria ter deixado a condução com Zanin, que busca tranquilizar o sistema financeiro. O ambiente de incerteza faz com que bancos não saibam a quem obedecer para evitar prejuízos.
Bancos sugerem que Alexandre de Moraes transfira seus recursos para uma cooperativa financeira sem operações nos EUA, evitando riscos de sanções às grandes instituições financeiras do país.