Economia

Dólar sobe com expectativa sobre resposta do Brasil aos EUA e reunião Trump Zelensky

Mercado reage a investigações comerciais dos EUA e encontros diplomáticos envolvendo Trump Zelensky e Putin

O dólar abriu em alta nesta segunda-feira (18), cotado a R$ 5,413, enquanto investidores aguardam a resposta do Brasil à investigação comercial dos EUA. O Ibovespa inicia o dia após fechar quase estável na sexta-feira. O cenário global também é influenciado por reuniões diplomáticas entre Donald Trump, Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, além de indicadores econômicos divulgados pelo Banco Central.

Dólar e mercados financeiros

Na sexta-feira, o dólar fechou em queda de 0,35%, a R$ 5,3983, e o Ibovespa recuou 0,01%, aos 136.341 pontos. Nesta manhã, a moeda americana subiu 0,28% e o Ibovespa abriu às 10h. O avanço do dólar reflete a expectativa do mercado em relação à resposta do governo brasileiro à investigação comercial aberta pelos Estados Unidos, a pedido de Donald Trump, em julho.

O processo dos EUA mistura argumentos comerciais e políticos, justificando a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros com base em temas como desmatamento, uso do PIX e comércio popular da rua 25 de Março.

Indicadores econômicos

O Banco Central divulgou o Boletim Focus, mostrando que, pela primeira vez desde janeiro, o mercado reduziu a estimativa de inflação de 2025 para abaixo de 5%. O IBC-Br, prévia do PIB, indicou crescimento de 0,3% no segundo trimestre deste ano.

Resposta do Brasil aos EUA

O governo brasileiro deve enviar nesta segunda-feira um documento ao governo dos EUA, elaborado por um grupo de trabalho do Itamaraty. O texto responde aos questionamentos do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), abordando medidas de combate ao desmatamento e argumentando que o PIX não prejudica empresas americanas.

Diplomacia internacional

Donald Trump se reúne hoje em Washington com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acompanhado de sete líderes europeus. O encontro ocorre após Trump se reunir com Vladimir Putin no Alasca, onde declarou ter visto “grande progresso” rumo ao fim da guerra. A reunião é considerada um teste para avaliar até onde Trump pressionará Zelensky e se a Ucrânia aceitará discutir pontos antes considerados inegociáveis.

Para Trump, o momento pode representar um triunfo diplomático. Para Zelensky, há o risco de perder apoio político e militar caso não ceda em negociações.

Bolsas globais

Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,10%, após recorde, impulsionado pela UnitedHealth. O S&P 500 caiu 0,29% e o Nasdaq recuou 0,40%. Na Europa, o STOXX 600 caiu 0,06%, após atingir máxima em cinco meses. Na Ásia, o índice de Xangai subiu 0,83% e o CSI300 avançou 0,7%, enquanto o Hang Seng caiu 0,98% e o Nikkei subiu 1,71%.

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