Os principais bancos brasileiros foram citados pelo Financial Times como alvos de pressão dos EUA após sanções Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes. O episódio, que envolve o governo Trump e o STF, resultou em queda nas ações de instituições como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander Brasil, BTG Pactual e Banco do Brasil. O debate sobre o rigor das sanções segue aberto.
Pressão internacional e impacto no mercado
O Financial Times relatou que bancos brasileiros estão no centro de um impasse entre o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e o ministro Alexandre de Moraes, do STF. A publicação destacou que as ações das principais instituições financeiras do país sofreram queda após decisão do ministro Flávio Dino relacionada ao caso.
O debate gira em torno da aplicação das chamadas sanções Magnitsky, mecanismo utilizado pelo governo Trump contra Moraes. Ainda não está claro até que ponto os bancos brasileiros precisarão ser rigorosos no cumprimento dessas medidas, o que gera incerteza no setor financeiro.
Cartas do Tesouro americano
Segundo a agência Reuters e outros veículos, desde quarta-feira (3/9), bancos brasileiros começaram a receber cartas do departamento do Tesouro dos EUA exigindo ações em conformidade com as sanções Magnitsky. A BBC News Brasil procurou Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e BTG Pactual, mas todos se recusaram a comentar o assunto.
Respostas e repercussão
O Santander Brasil afirmou que não presta informações sobre temas regulatórios protegidos por sigilo bancário, mas garantiu atuar em estrita conformidade com normas e leis locais e internacionais, mantendo processos de governança alinhados às melhores práticas globais.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) declarou à BBC News Brasil que não recebeu informações dos bancos sobre qualquer comunicado do governo americano. Segundo a entidade, tais comunicados são confidenciais e não são direcionados à Febraban.
O departamento do Tesouro dos EUA não respondeu aos contatos da BBC News Brasil. O cenário permanece incerto, com o setor bancário brasileiro aguardando novos desdobramentos sobre o rigor e os impactos das sanções Magnitsky.