Política

Câmara aprova urgência para projeto que combate adultização infantil nas redes sociais

Tramitação acelerada do projeto gera protestos da oposição e debate sobre liberdade de expressão

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (19) o regime de urgência para um projeto que visa combater a adultização de crianças nas redes sociais.

A decisão foi tomada de forma simbólica e rápida, sem registro nominal de votos, o que gerou críticas da oposição ao processo.

O tema ganhou destaque após denúncias recentes de exploração infantil por influenciadores digitais, motivando a mobilização dos parlamentares.

Tramitação acelerada e polêmica

A aprovação da urgência ocorreu em poucos minutos no início da sessão, sem que houvesse registro de votos dos deputados. O partido Novo tentou solicitar o registro nominal, mas o presidente da sessão, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o pedido foi feito após a aprovação simbólica.

Parlamentares da oposição criticaram a velocidade do processo e levantaram preocupações sobre possíveis riscos à liberdade de expressão. “Quero lamentar a decisão monocrática. Quero pedir para esse Parlamento colocar a mão na consciência: chega de decisão monocrática”, disse o deputado Eli Borges (PL-TO). Ele ressaltou a importância de combater a adultização, mas alertou para a necessidade de garantir a liberdade de expressão.

Contexto e motivação

O presidente da Câmara, Hugo Motta, declarou que o combate à adultização infantil será o principal tema da semana. Uma comissão geral está marcada para esta quarta-feira (20) para aprofundar o debate sobre o assunto.

Fatos recentes impulsionam discussão

A mobilização parlamentar foi intensificada após o influenciador e humorista Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicar um vídeo no sábado (9) denunciando o influenciador paraibano Hytalo Santos por suposta exploração de menores nas redes sociais.

Na sexta-feira (15), Hytalo Santos foi preso junto com o marido em Carapicuíba, na grande São Paulo. Ele está sob investigação do Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) por exploração e exposição de menores de idade em conteúdos digitais.

Esses casos recentes trouxeram à tona a urgência de discutir mecanismos legais para proteger crianças e adolescentes da exposição inadequada e da exploração nas plataformas digitais.

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