Vladimir Putin declarou nesta quinta-feira (14) que um encontro presencial com Donald Trump pode fortalecer a paz mundial, desde que haja entendimento sobre controle de armas estratégicas.
Os presidentes de Rússia e Estados Unidos discutirão a crise ucraniana em reunião marcada para sexta-feira (15), em Anchorage, Alasca.
O Kremlin destacou que o principal tema será a resolução do conflito na Ucrânia e segurança internacional.
Reunião de cúpula entre Rússia e Estados Unidos
O encontro entre Putin e Trump está agendado para começar às 11h30 no horário local (16h30 de Brasília) na base aérea de Elmendrof, em Anchorage. Após a reunião, os dois líderes concederão uma entrevista coletiva conjunta, conforme informou Yuri Ushakov, conselheiro diplomático de Putin.
Segundo Ushakov, os preparativos para o encontro “entraram na fase decisiva”. Esta será a primeira reunião presencial entre Putin e Trump desde o retorno do presidente norte-americano ao poder em janeiro.
O cronograma prevê que a reunião terá início apenas com a presença de intérpretes, seguida por negociações entre as delegações durante um almoço, que contará com especialistas dos dois países.
Ushakov também lembrou que a última coletiva de imprensa conjunta entre os presidentes ocorreu em 2018, em Helsinque.
Delegações e expectativas para o encontro
A delegação russa será composta pelo ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, o ministro da Defesa, Andrei Belusov, o ministro das Finanças, Anton Siluanov, e o negociador econômico Kiril Dmitriev, segundo Ushakov.
O Kremlin afirmou que os principais temas do encontro serão a crise na Ucrânia e a segurança internacional, com destaque para possíveis acordos que regulem e restrinjam o uso de armas estratégicas.
Putin enfatizou que um entendimento sobre controle de armas é fundamental para fortalecer a paz mundial. Após o encontro, haverá uma entrevista coletiva para apresentar o balanço das discussões.