Silas Malafaia, um dos principais líderes religiosos do país, passou a ser oficialmente investigado pela Polícia Federal. O pastor foi incluído no inquérito que apura ações contra autoridades e o Supremo Tribunal Federal, ao lado de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo.
O processo, aberto em maio, investiga crimes como coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Detalhes da investigação
O inquérito, instaurado em maio, tem como foco apurar ações que visam pressionar autoridades, agentes públicos e o Supremo Tribunal Federal. Entre os investigados estão nomes de destaque como Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e agora Silas Malafaia. As investigações também abrangem tentativas de buscar sanções internacionais contra o Brasil.
Os crimes sob apuração incluem coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A inclusão de Malafaia amplia o alcance do inquérito, que já envolvia figuras centrais do cenário político nacional.
Reação de Silas Malafaia
Em resposta à reportagem, Silas Malafaia afirmou desconhecer a investigação e declarou não ter recebido qualquer notificação da Polícia Federal. “Isso que você está falando pra mim é uma novidade incrível (…) Por acaso eu tenho algum acesso à autoridade americana? Ou isso é mais uma prova inequívoca de que o Estado democrático brasileiro está sendo jogado na lata do lixo, comandado pelo ditador da toga Alexandre de Moraes, que promove perseguição a qualquer um que fale? Que democracia é essa, gente?”, disse o pastor em áudio enviado à imprensa.
A fala de Malafaia reforça a tensão entre investigados e o Judiciário, especialmente em relação às decisões do ministro Alexandre de Moraes, responsável por conduzir processos envolvendo tentativas de abolição do Estado Democrático de Direito.