A Petrobras já definiu a data do simulado na Bacia da Foz do Rio Amazonas, mas a divulgação será feita pelo Ibama, informou Sylvia Anjos nesta terça-feira (12).
O simulado, considerado a última etapa do licenciamento para perfuração de poço exploratório, deve durar de três a quatro dias e testará a resposta a vazamentos.
Detalhes sobre o simulado e o processo de licenciamento
A realização do simulado na região da Foz do Amazonas, em águas profundas do Amapá, é vista pela estatal como o passo final antes da decisão do Ibama sobre a autorização para a perfuração de um poço exploratório. Segundo Sylvia Anjos, diretora executiva de Exploração e Produção da Petrobras, o exercício pretende avaliar a capacidade de resposta a possíveis vazamentos e terá duração prevista de três a quatro dias.
O simulado integra o processo de licenciamento ambiental do bloco FZA-M-59, concedido em 2013 e localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. O processo de licenciamento ambiental começou em abril de 2014. Em maio deste ano, o Ibama aprovou o conceito do Plano de Proteção e Atendimento à Fauna Oleada (PPAF) apresentado pela Petrobras, o que permitiu o avanço para a etapa de vistorias e simulações práticas.
Importância ambiental e econômica da Foz do Amazonas
A Margem Equatorial, que abriga a Foz do Amazonas, se estende por mais de 2.200 km entre os estados do Amapá e Rio Grande do Norte, sendo considerada o novo pré-sal brasileiro. O Ministério de Minas e Energia estima que as reservas da região alcancem pelo menos 30 bilhões de barris de petróleo, tornando-a uma das principais fronteiras exploratórias do país em águas profundas e ultraprofundas.
Além do potencial econômico, a região possui um ecossistema sensível, incluindo os recifes amazônicos e o maior cinturão ininterrupto de manguezais do mundo, distribuídos entre Amapá, Pará e Maranhão. Esses ambientes sustentam espécies de peixes de grande importância comercial e comunidades ribeirinhas e indígenas, que manifestam preocupações sobre a exploração de petróleo.
Caso o Ibama aprove a exploração do bloco 59, a Petrobras poderá perfurar a área, mas a produção só ocorrerá se forem confirmados volumes comerciais de petróleo, declarada a comercialidade da área e obtido novo licenciamento ambiental para produção.