Política

Líder do PL anuncia acordo para votar PEC do fim do foro privilegiado na Câmara

Sóstenes Cavalcante afirma que anistia aos condenados do 8 de Janeiro será discutida após a PEC do foro

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, declarou nesta terça-feira (12) que há acordo com o presidente da Casa, Hugo Motta, para votar ainda nesta semana a PEC que extingue o foro privilegiado para autoridades em crimes comuns.

A decisão foi anunciada após reunião entre Sóstenes e Motta na residência oficial da Câmara, ocorrida antes do encontro de líderes partidários para definir a pauta de votações.

Segundo Cavalcante, a análise do projeto de anistia aos condenados pelos atos do 8 de Janeiro ficará para depois da votação da PEC do foro privilegiado.

Detalhes do acordo e contexto político

De acordo com Sóstenes Cavalcante, “O acordo esta semana é o fim do foro. Depois de mudar o foro, é que virá a anistia”, afirmou à GloboNews. O principal objetivo da PEC do fim do foro é transferir processos contra políticos do exercício do mandato das cortes superiores para a primeira instância do Judiciário, o que, segundo aliados de Jair Bolsonaro, poderia beneficiar o ex-presidente, réu por suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.

Tanto a PEC quanto o projeto de anistia integram um pacote de medidas defendido pela oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A mobilização em torno dessas ações, que inclui também a proposta de impeachment do ministro Alexandre de Moraes no Senado, ganhou força após a prisão domiciliar de Bolsonaro, determinada pelo STF.

Tramitação da PEC e mudanças previstas

Uma das propostas sobre o fim do foro privilegiado já foi aprovada pelo Senado Federal e está pronta para votação no plenário da Câmara desde 2018, com tramitação bastante adiantada no Congresso.

O foro privilegiado, previsto na Constituição, garante que autoridades como presidente, vice-presidente, ministros, senadores, deputados federais, integrantes dos tribunais superiores, do Tribunal de Contas da União e embaixadores sejam julgados diretamente pelo Supremo Tribunal Federal. Se aprovada a PEC, o STF perderá a competência para julgar crimes comuns dessas autoridades, como roubo, lavagem de dinheiro e corrupção, transferindo os casos para a primeira instância do local onde o crime foi cometido.

A proposta ainda revoga o trecho constitucional que determina que deputados e senadores sejam julgados pelo STF desde a diplomação, alterando significativamente o sistema atual de prerrogativas para autoridades.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Simone Tebet acusa oposição de tentar golpe ao ocupar plenários do Congresso

Hugo Motta afirma que não há apoio na Câmara para anistia ampla a envolvidos em 8 de janeiro

Aliados de Bolsonaro negociam com governo Trump prazo para aprovar agenda anti STF

Bancada do PL intensifica articulação por anistia durante julgamento de Bolsonaro no STF

Valdemar Costa Neto afirma ter votos para aprovar anistia no Congresso

Apoiadores de Bolsonaro realizam manifestações no 7 de Setembro pedindo anistia a condenados