Representantes de países árabes estiveram em Belém nesta terça-feira (12) para avaliar hotéis e espaços que receberão a COP 30 em novembro.
Durante a visita, a comitiva se reuniu com o ministério do Turismo e o governo do Pará para discutir hospedagem e acessibilidade para delegações.
A vice-embaixadora dos Emirados Árabes Unidos elogiou os preparativos e afirmou que a cidade está evoluindo para receber participantes do mundo inteiro.
Preparativos e opções de hospedagem
A visita dos embaixadores da Liga dos Países Árabes incluiu inspeções em hotéis e no Parque da Cidade, local que será o centro das discussões da Cúpula do clima da Onu. Entre as opções de hospedagem, 3,9 mil cabines em navios ancorados no porto de Outeiro serão oferecidas, com 48% já reservadas, segundo a Secretaria Extraordinária para a COP.
O governo federal, por meio do ministro do Turismo, Celso Sabino, destacou a preocupação em tornar a conferência acessível, especialmente para países mais pobres. “Os países que afirmaram que estão tendo dificuldades, o governo brasileiro vai atuar pessoalmente com cada um deles para ajudar no acesso às nossas plataformas e se for necessário, até mesmo fazer a intermediação das locações”, afirmou Sabino. Uma reunião sobre o preço das hospedagens está marcada para quinta-feira (14).
A vice-embaixadora dos Emirados Árabes Unidos, Maysoun Aldah, afirmou: “A cidade está fazendo muitas coisas para estar bem preparada para todas essas pessoas que estão vindo do mundo inteiro para participar. Estão indo muito bem, eu acho, está evoluindo para a cidade dar o melhor possível para o mundo inteiro”.
Discussão sobre preços e fiscalização
A hospedagem é um dos principais desafios da COP 30 devido à demanda superior à oferta de leitos e à repercussão dos altos preços. Hospedagens em residências representam 60% dos leitos previstos para o evento.
A Defensoria Pública do Pará e órgãos de defesa do consumidor recomendaram que plataformas de hospedagem removam anúncios com preços abusivos, após denúncias de valores exorbitantes. As plataformas receberam prazo de 10 dias para responder e ainda estão dentro desse período. Até a publicação da reportagem, três plataformas não haviam informado se retiraram anúncios ou tomaram medidas.
Um dos casos relatados apontou cobrança de R$ 2,2 milhões por 11 diárias em imóveis de luxo, enquanto apenas 51 das 815 opções disponíveis cobravam menos de R$ 5 mil pelo mesmo período. A fiscalização segue em andamento para garantir preços justos aos participantes da conferência.