A Azul Linhas Aéreas anunciou nesta segunda-feira (11) o fim das operações em 14 cidades do Brasil a partir de 2025. A decisão faz parte de um processo de ajuste de malha e ocorre em meio à reestruturação da empresa, que está sob o Capítulo 11 da Lei de Falências nos Estados Unidos.
Parte das mudanças já havia sido comunicada em janeiro, quando a companhia suspendeu voos em 12 municípios. O ajuste considera fatores como custos operacionais elevados, crise global na cadeia de suprimentos e alta do dólar.
Cidades afetadas pela suspensão
As cidades que deixarão de receber voos da Azul são: Crateús (CE), São Benedito (CE), Sobral (CE), Iguatú (CE), Campos (RJ), Correia Pinto (SC), Jaguaruna (SC), Mossoró (RN), São Raimundo Nonato (PI), Parnaíba (PI), Rio Verde (GO), Barreirinhas (MA), Três Lagoas (MS) e Ponta Grossa (PR).
Motivos do ajuste de malha
Segundo a companhia, desde julho as rotas já passam por um processo “normal” de adequação, que inclui a implantação de novos voos na alta temporada. Os ajustes levam em conta o aumento dos custos operacionais, a crise global na cadeia de suprimentos, a alta do dólar, a disponibilidade de frota e o processo de reestruturação em andamento.
A empresa destacou que reavalia constantemente suas operações para ajustar a capacidade à demanda do mercado.
Recuperação judicial e repercussão
A recuperação judicial da Azul foi aprovada nos Estados Unidos em 29 de maio, prevendo um financiamento de US$ 1,6 bilhão para eliminar dívidas. O objetivo é manter todos os ativos, continuar as operações e negociar possíveis adiamentos de dívidas, além de obter novo empréstimo, conforme explicou o vice-presidente institucional da Azul, Fábio Campos.
Em julho, a companhia informou ter conseguido aprovação final de todas as petições relacionadas ao processo judicial. Parte do capital será usada para comprar parte da dívida e outra para custear as operações durante a reestruturação.
Assistência aos clientes
Quando anunciou a suspensão em 12 cidades em janeiro, a Azul afirmou que os clientes impactados seriam comunicados previamente e receberiam assistência conforme a resolução 400 da Anac. A empresa também justificou as mudanças pela crise global, alta do dólar e ajustes de oferta e demanda.
Na mesma ocasião, a companhia alterou operações para Fernando de Noronha (PE), Juazeiro do Norte (CE) e Caruaru (PE), adequando voos e frota conforme a demanda.