A Azul garantiu que a devolução de até 30 aeronaves, no âmbito do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, não comprometerá sua capacidade operacional.
Segundo o CEO John Rodgerson, a medida envolve aviões fora de operação, reduzindo custos e otimizando rotas mais lucrativas.
A empresa prevê apresentar o plano completo de reestruturação em setembro, com expectativa de encerrar a recuperação judicial até dezembro.
Processo de recuperação judicial e estratégia da Azul
A Azul está em processo de recuperação judicial nos Estados Unidos e, como parte da reestruturação, prevê devolver até 30 aeronaves. De acordo com o CEO John Rodgerson, esses aviões já estavam fora de operação e geravam custos sem trazer receitas. A companhia busca tornar-se mais eficiente e ‘mais leve’, otimizando a frota para rotas mais rentáveis.
Essa estratégia inclui o encerramento de voos para destinos com baixa demanda. Ao longo do ano, a Azul encerrou operações em 14 cidades brasileiras, que representavam apenas 0,3% de sua receita líquida. A expectativa é de aumento nas receitas com a otimização das rotas e redução dos custos operacionais.
Devolução de aeronaves e projeções
Até o momento, 12 aeronaves já foram devolvidas, e o número pode chegar a 30. No entanto, a redução da frota ao final do processo será menor, pois a chegada de novos aviões está prevista. Atualmente, a Azul possui 180 aeronaves e projeta operar com cerca de 20 a menos após a reestruturação.
Detalhes do processo e perspectivas
A recuperação judicial da Azul foi aprovada na Justiça dos Estados Unidos em 29 de maio, prevendo financiamento de US$ 1,6 bilhão para eliminar dívidas. Segundo o vice-presidente institucional, Fábio Campos, parte desse capital será utilizada para comprar parte da dívida e custear a operação durante o processo.
Campos afirmou que, até o momento, não houve objeções da justiça ou dos credores nas sete audiências realizadas, e o cronograma segue conforme o planejado. O plano estrutural completo será apresentado em setembro, marcando o início da fase final para a saída da recuperação judicial, prevista para dezembro.
Rodgerson destacou que a recuperação judicial serve para retirar dívidas assumidas em 2020 e 2021, período em que a empresa não recebeu apoio governamental, ao contrário de outras companhias aéreas no mundo. O objetivo é manter todos os ativos, negociar prazos de dívidas e garantir a continuidade das operações.