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Azul prevê devolver até 30 aeronaves e espera sair da recuperação judicial até dezembro

Companhia aérea projeta redução de frota e aumento de receita enquanto avança em processo de reestruturação nos EUA

A Azul Linhas Aéreas planeja devolver até 30 aeronaves que estão fora de operação para reduzir custos de aluguel. A companhia espera apresentar seu plano de reestruturação em setembro e sair do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos até dezembro.

O CEO John Rodgerson destacou que a empresa ficará “mais leve” sem diminuir sua atuação, após alcançar receita operacional de R$ 4,9 bilhões no segundo trimestre de 2024.

Resultados e estratégia para uma Azul mais leve

Durante a sétima audiência do processo do Capítulo 11 da Lei de Falências nos Estados Unidos, o CEO John Rodgerson afirmou que o objetivo da Azul é manter seu porte, mas operar de forma mais eficiente. “Não vamos ficar menor, vamos ficar onde estamos. Bem mais leve”, declarou. O executivo ressaltou que a devolução de aeronaves paradas é fundamental para aliviar o pagamento de aluguéis por equipamentos sem uso, o que impactava negativamente as finanças da empresa.

No segundo trimestre de 2024, a Azul registrou receita operacional de R$ 4,9 bilhões, um aumento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento foi impulsionado principalmente pela alta demanda, incluindo mercados internacionais. Segundo Rodgerson, a recuperação judicial busca eliminar dívidas contraídas em 2020 e 2021, período em que a companhia não recebeu aportes governamentais, diferentemente de outras empresas do setor.

Até o momento, 12 aeronaves já foram devolvidas, e o número pode chegar a 30. A frota atual da Azul é de 180 aeronaves, e a expectativa é operar com cerca de 20 a menos após a reestruturação, considerando a chegada de novos aviões.

Otimização de rotas e hubs

Como parte da reestruturação, a Azul encerrou operações em 14 cidades brasileiras em 2025, eliminando 53 rotas consideradas não lucrativas. Segundo a empresa, esses destinos representavam apenas 0,3% da receita líquida. Para os próximos meses, a companhia planejou uma malha aérea com 3,6 mil voos extras e oferta de 520 mil assentos, destacando operações inéditas a partir do aeroporto de Congonhas. Pela primeira vez, 45% dos voos originalmente corporativos serão convertidos em operações sazonais de lazer para atender à demanda da alta temporada.

Detalhes do processo de recuperação judicial

A recuperação judicial da Azul, aprovada em 29 de maio na Justiça dos Estados Unidos, prevê financiamento de US$ 1,6 bilhão para eliminar dívidas. O vice-presidente institucional, Fábio Campos, explicou que parte desse capital será usada para comprar parte da dívida e outra parte para custear as operações durante o processo. Até julho, todas as petições apresentadas pela empresa foram aprovadas nas audiências. Segundo Campos, não houve objeções da justiça ou dos credores até o momento, e o cronograma segue conforme planejado. O plano estrutural completo será apresentado em setembro, marcando o início do processo de saída da recuperação judicial, com expectativa de encerramento em dezembro.

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