O Rio AI City será detalhado durante o Rio Innovation Week 2025, entre 12 e 15 de agosto, no Pier Mauá. O projeto, que prevê US$ 65 bilhões em investimentos, busca transformar o Rio em um dos dez maiores polos de IA do mundo até 2032. A apresentação oficial ocorre no dia 13, às 17h, no Espaço Kobra, com Alessandro Lombardi, fundador da Elea Data Centers.
O complexo terá capacidade inicial de 1,5 GW até 2027, podendo chegar a 3,2 GW em 2032, e aposta em energia 100% limpa. O evento contará ainda com painéis sobre ética, gestão pública e o papel estratégico da IA para o Brasil.
Apresentação do projeto e painéis no Rio Innovation Week
O Rio AI City será apresentado por Alessandro Lombardi, fundador da Elea Data Centers, empresa âncora do projeto. A apresentação trará detalhes sobre o complexo instalado no Parque Olímpico, com meta de gerar 3,2 GW até 2032 e um cronograma de ampliações contínuas. O evento ocorre no dia 13 de agosto, às 17h, no Espaço Kobra.
Antes, das 15h30 às 16h30, o painel “Cidade Inteligente, Gestão Ética: O Rio do futuro com IA e Transparência” debaterá como a IA pode tornar o Rio mais eficiente, ético e conectado. Participam Daniel Barros (CEO Maravalley), Gabriel Medina (SMCT) e o secretário Rodrigo Corrêa (SMIT), discutindo soluções de IA para gestão pública, inclusão digital e ética no uso de dados.
Outro destaque é o painel “Rio do Amanhã – Capital Brasileira da Inteligência Artificial”, marcado para 12 de agosto, às 11h, com Daniel Barros e Osmar Lima (Secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio), abordando políticas públicas e o potencial tecnológico da cidade.
Detalhes técnicos e impacto econômico
O projeto prevê capacidade energética inicial de 1,5 GW até 2027, com expansão para 3 GW em 2032 e potencial futuro de 3,2 GW, segundo a Elea Data Centers. Os data centers operarão exclusivamente com energia 100% limpa e renovável, utilizando sistemas de resfriamento sem água. A expectativa é gerar mais de 10 mil empregos qualificados e atrair startups e empresas globais de tecnologia.
O data center RJO1 já está em funcionamento, com o RJO2 (80 MW) previsto para 2026. As unidades RJO3 e RJO4 adicionarão cerca de 120 MW, consolidando a meta de 1,5 GW na primeira fase.
Consumo energético e desafios de sustentabilidade
O alto consumo de energia dos megacomplexos é um dos principais pontos de atenção. Os quatro primeiros data centers de IA previstos para o Brasil, incluindo o Rio AI City, podem consumir energia equivalente à de 16,4 milhões de casas. Só o complexo carioca, com 1.500 MW iniciais, pode representar o consumo diário de 6 milhões de residências.
Especialistas alertam para a necessidade de garantir sustentabilidade, com uso de energia solar e eficiência elétrica. A falta de informações públicas detalhadas dificulta avaliar o impacto ambiental total. Byron Mendes, fundador da Metaverse Agency e curador do Palco de Inteligência Artificial do evento, destaca que a matriz elétrica brasileira é “muito limpa”, mas reforça a urgência do país se posicionar na IA para não perder valor e oportunidades.
Futuro da inovação e protagonismo carioca
O Rio tem investido em inovação, com iniciativas como Porto Maravalley, Programadores Cariocas, IMPA Tech e a garantia de sediar o Web Summit Rio até 2030. Mendes ressalta que a IA será a infraestrutura invisível do século 21, e dominar essa tecnologia dará poder estratégico, econômico e geopolítico. Ele defende que o Rio precisa superar a imagem de cidade turística e se tornar produtora e exportadora de tecnologia.
O Rio Innovation Week reunirá nomes globais e nacionais para debater inovação inclusiva, sustentável e responsável, tendo a ética como tema central.