Tecnologia

Data center de US$ 1,2 bi para IA chega ao interior de SP em 18 meses

Batizado Sumaré 3, complexo da Ascenty foi reservado por gigante de tecnologia não identificada
Infraestrutura moderna do data center de IA no interior de SP com equipamentos industriais de alta performance

A Ascenty vai entregar em 18 meses um data center de US$ 1,2 bilhão voltado exclusivamente para inteligência artificial em Sumaré, no interior de São Paulo.

Batizado de Sumaré 3, o complexo foi reservado por uma gigante global de tecnologia que não teve o nome revelado. A estrutura terá capacidade inicial de 90 megawatts, com possibilidade de dobrar esse volume.

O projeto foi apresentado na quarta-feira (27) e marca uma ruptura com os padrões tradicionais de data centers, tanto em escala de energia quanto em tecnologia de resfriamento.

Infraestrutura projetada para IA

Em data centers convencionais, um rack de servidores opera com cerca de 8 quilowatts (kW). No Sumaré 3, cada rack poderá consumir entre 60 kW e 1 megawatt (MW), segundo Christopher Torto, CEO da Ascenty.

Essa diferença exige uma arquitetura radicalmente distinta. Em vez de sistemas tradicionais de ar-condicionado, o complexo usará liquid cooling — tecnologia que circula fluido diretamente nos componentes para dissipar o calor gerado pelos chips de IA.

No quesito energia, toda a operação será abastecida por fontes renováveis via autoprodução. “Nosso objetivo é sempre ficar neutro em termos do meio ambiente”, afirmou Torto.

O consumo de água também foi otimizado: o sistema opera em circuito fechado, com reaproveitamento integral do recurso. Em 2025, o consumo equivaleu ao de nove residências com quatro moradores ao longo de um ano, de acordo com a companhia.

“A mesma água que eu coloco no momento que estou iniciando a operação do data center, eu vou operar a vida toda com aquilo”, disse Marcos Siqueira, CRO e chefe de estratégia da Ascenty.

Expansão em Campinas

O Sumaré 3 integra um plano mais amplo. A Ascenty tem outros três data centers em desenvolvimento na região de Campinas, totalizando 150 MW de capacidade combinada.

“Estamos praticamente aumentando em 40%, em apenas três meses, tudo o que construímos nos últimos 15 anos”, afirmou Torto.

Além dos US$ 1,2 bilhão investidos na infraestrutura, a empresa que ocupará o espaço deve aportar outros US$ 5 bilhões em equipamentos e tecnologia, segundo a desenvolvedora.

Brasil como polo estratégico para IA

A escolha da região de Campinas foi motivada por fatores como oferta de energia, infraestrutura de fibra óptica e proximidade com São Paulo. Segundo Torto, o Brasil tem vantagens estruturais que dificultam a concorrência de outros países latino-americanos nesse tipo de projeto.

O investimento em Sumaré reflete uma corrida global por capacidade computacional dedicada à inteligência artificial. Enquanto o Google explora data centers em órbita com a SpaceX, outra gigante de tecnologia aposta em um complexo terrestre de US$ 1,2 bilhão no interior paulista — revelando as diferentes apostas da indústria para escalar infraestrutura de IA.

A demanda por esse tipo de estrutura segue em alta. A Anthropic firmou acordo com a SpaceX para acessar o supercomputador Colossus 1, e outros grandes players do setor também aceleram investimentos em infraestrutura de ponta para sustentar o crescimento dos modelos de linguagem.

Até a conclusão do Sumaré 3, prevista para os próximos 18 meses, a identidade da gigante de tecnologia que reservou o espaço deve permanecer confidencial — prática comum em contratos desse porte, nos quais clientes evitam antecipar movimentos estratégicos ao mercado.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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