Economia

Lula e Alckmin discutem plano de contingência para tarifas dos EUA nesta segunda

Reunião no Planalto busca definir medidas para proteger setores afetados pela tarifa de 50 dos Estados Unidos

Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin se reúnem nesta segunda-feira (11) para alinhar os detalhes finais do plano de contingência contra as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

A expectativa é que as medidas sejam anunciadas ainda hoje, após reunião marcada para 17h no Palácio do Planalto, com participação de ministros como Fernando Haddad.

O objetivo do governo é proteger a economia e os empregos dos setores mais impactados pelo tarifaço.

Plano de contingência em discussão

O governo federal prepara um pacote de medidas para minimizar os impactos das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo interlocutores do Planalto, o anúncio oficial pode ocorrer ainda nesta segunda-feira (11), antecipando a previsão inicial de terça (12).

A reunião entre Lula e Alckmin está marcada para as 17h no Palácio do Planalto. Ainda que não conste na agenda oficial, fontes do governo afirmam que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e outros ministros também participarão do encontro.

O plano de contingência deve incluir linhas de crédito, adiamento de cobranças de tributos e contribuições federais, além de compras públicas de mercadorias perecíveis, conforme divulgado pelo g1.

Setores mais afetados

Entre os setores mais prejudicados pelas novas tarifas estão café, carne e especialmente a indústria de máquinas, motores e equipamentos. Alckmin destacou que commodities têm maior facilidade de encontrar outros mercados, enquanto a indústria enfrenta mais dificuldades para se adaptar.

Alckmin afirmou que o governo lançará um “programa bem amplo” para apoiar empresas e preservar empregos, com previsão de anúncio em até 48 horas.

Impactos e repercussão

A sobretaxa dos Estados Unidos, definida pelo presidente Donald Trump, entrou em vigor em 6 de agosto e afeta cerca de 36% das exportações brasileiras para o país, o equivalente a US$ 14,5 bilhões em 2024. Produtos como café, frutas e pescado estão entre os mais atingidos pelo tarifaço.

Apesar disso, quase 700 produtos foram incluídos na lista de exceções, como suco de laranja e aeronaves, que continuam sujeitos à taxação de 10% anunciada em abril.

O setor produtivo aguarda os primeiros dados oficiais do governo sobre o impacto nas exportações, que devem ser divulgados ainda nesta segunda-feira (11).

Agenda alterada

Alckmin cancelou compromissos em São Paulo, incluindo participação no 24º Congresso Brasileiro do Agronegócio da Abag e o lançamento do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) da ApexBrasil, para retornar a Brasília devido ao “compromisso inadiável”.

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