O presidente Lula se reuniu nesta segunda-feira (11) com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin para discutir um plano de apoio a exportadores brasileiros afetados pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos.
Apesar do avanço nas discussões, ainda não há data definida para o anúncio oficial das medidas, segundo fontes do governo federal.
Discussão do plano de contingência
Durante o encontro no Palácio do Planalto, as equipes do governo avaliaram e ajustaram propostas para o chamado plano de contingência, que visa minimizar os prejuízos causados pela decisão do presidente americano, Donald Trump. O pacote deve incluir apoio financeiro, facilitação de crédito e possíveis ações diplomáticas e regulatórias para reduzir o impacto das tarifas sobre produtos brasileiros.
Fontes do governo afirmaram que não há entraves nas negociações e que os trabalhos seguem normalmente. Entre as alternativas em análise estão linhas de crédito específicas para empresas afetadas, financiando investimentos e capital de giro, além do adiamento de cobranças de tributos e contribuições federais por até dois meses. Essa última medida repete uma estratégia já adotada durante a pandemia de Covid-19.
Medidas em estudo e preocupações do setor
O pacote de apoio também prevê a possibilidade de compras públicas de mercadorias perecíveis, como peixes, frutas e mel. A preocupação principal é evitar o acúmulo de estoques desses alimentos, que estão parados desde o anúncio da tarifa pelos Estados Unidos.
O governo busca, ainda, alternativas diplomáticas para tentar reverter ou mitigar a decisão americana, enquanto mantém diálogo com os setores mais impactados. A expectativa é que as medidas ajudem a preservar empregos e a competitividade das empresas exportadoras brasileiras.