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Site oficial da COP30 cobra acima do limite e exige estadia além do evento

Hospedagem para conferência climática em 2025 tem preços e períodos mínimos superiores ao permitido, segundo denúncias e levantamento

O site oficial de hospedagem da COP30, prevista para novembro de 2025, está sob críticas por cobrar preços acima do limite estabelecido e exigir estadias mínimas superiores ao período do evento.

Participantes relataram dificuldades para reservar acomodações, com valores que ultrapassam o teto de US$ 600 por noite e estadias mínimas que chegam a 90 dias, segundo levantamento do g1.

Preços elevados e restrições de estadia

O site oficial de hospedagem da COP30 foi criado para facilitar opções de acomodação acessíveis, mas denúncias apontam que muitos anúncios apresentam valores acima do permitido. Segundo a organização, o limite é de US$ 600 por quarto por noite. No entanto, análise do g1 identificou 122 anúncios que superam esse teto, representando cerca de uma em cada sete das 857 ofertas avaliadas. Apesar disso, a média dos preços por quarto ficou em US$ 451, dentro do valor previsto.

Além dos preços, o site impõe estadias mínimas superiores ao período oficial da conferência, que ocorre entre 10 e 21 de novembro de 2025. Dos 857 anúncios, 489 exigem reservas de pelo menos 15 dias. Um dos imóveis, identificado como Dream Maison, oferece diárias de quase US$ 1,3 mil por noite e estadia mínima de 11 noites, com piscina, sauna, boate privativa e estacionamento para 30 carros.

Casos extremos e justificativas

O anúncio com maior exigência de estadia mínima é de um apartamento de três quartos no bairro da Castanheira, em Belém, com valor médio de US$ 461 por quarto e estadia mínima de 90 dias, totalizando US$ 124 mil para o período. Luciana, administradora da Dream Mansion, afirmou desconhecer o valor anunciado de US$ 5 mil a diária e o teto de US$ 600, alegando que a publicação foi feita por uma corretora sem sua anuência.

Resposta da organização da COP30

Em nota, a organização da COP30 explicou que parte do problema decorre de imobiliárias que integram seus estoques à plataforma via sistemas automatizados (API), o que permitiu a publicação de ofertas acima do limite aceito. A organização afirmou já ter detectado o erro e estar trabalhando para que as imobiliárias filtrem os imóveis antes de atualizá-los no sistema oficial de hospedagem.

A entidade reforçou que está averiguando os preços que ultrapassam o teto de US$ 600 por noite e que busca corrigir as falhas em parceria com as empresas responsáveis pelas ofertas.

Impacto para participantes

As restrições e valores elevados têm gerado preocupação entre delegados e visitantes, que podem enfrentar dificuldades logísticas e financeiras para participar da conferência. O caso levanta questionamentos sobre a eficácia dos mecanismos de controle e fiscalização das acomodações oferecidas em grandes eventos internacionais.

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