Economistas do mercado financeiro reduziram, pela décima semana seguida, a estimativa de inflação para 2025, conforme o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Banco Central.
As projeções para 2026 também recuaram, enquanto outros indicadores econômicos, como PIB, taxa de juros, câmbio, balança comercial e investimento estrangeiro, apresentaram estabilidade ou pequenas variações.
Inflação e sistema de metas
Desde o início de 2025, o sistema de meta contínua busca manter a inflação em 3%, com tolerância entre 1,5% e 4,5%. O boletim Focus mostra que a inflação segue acima do teto da meta por seis meses consecutivos até junho. Por isso, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, enviou uma carta pública ao ministro Fernando Haddad explicando o descumprimento da meta.
Produto Interno Bruto
A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 foi mantida em 2,23%. Para 2026, houve leve recuo, de 1,89% para 1,88%. O PIB representa a soma dos bens e serviços produzidos no país e serve como principal indicador do desempenho econômico.
Taxa de juros
As expectativas para a taxa básica de juros em 2025 permanecem em 15% ao ano, mesmo patamar atual. Para 2026 e 2027, as projeções seguem em 12,50% e 10,50% ao ano, respectivamente.
Outras estimativas econômicas
Dólar e câmbio
A expectativa para a cotação do dólar ao final de 2025 permanece em R$ 5,60. Para o encerramento de 2026, a projeção segue em R$ 5,70.
Balança comercial
O superávit da balança comercial em 2025 foi revisado de US$ 66,7 bilhões para US$ 65,3 bilhões. Para 2026, a estimativa de saldo positivo aumentou de US$ 70 bilhões para US$ 70,8 bilhões.
Investimento estrangeiro
A previsão para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil em 2025 e 2026 foi mantida em US$ 70 bilhões para ambos os anos.