Política

STF exige inclusão de caso de perseguição armada em extradição de Zambelli

Ministro Gilmar Mendes determina que AGU adicione novo processo ao pedido de extradição da deputada presa na Itália

O ministro Gilmar Mendes, do STF, ordenou que a AGU inclua o caso de perseguição armada no pedido de extradição da deputada Carla Zambelli ao governo italiano.

Zambelli está detida em Roma desde terça-feira (29), após ser presa na Itália. Ela passou por audiência de custódia nesta sexta (1º) e aguarda decisão sobre a extradição.

A deputada já foi condenada no STF por invasão aos sistemas do CNJ e responde ainda pelo episódio em que sacou uma arma em São Paulo, antes do segundo turno de 2022.

Detalhes da prisão e processos

Carla Zambelli, deputada federal pelo PL-SP, foi presa na Itália e permanece detida em um presídio na região de Roma desde o dia 29. Ela passou por audiência de custódia em 1º de setembro e seguirá na unidade prisional italiana até que haja decisão sobre o pedido de extradição.

No Supremo Tribunal Federal, Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além disso, ela é ré por ter sacado uma arma e apontado para um homem em via pública, em São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

Pedido de extradição

O pedido de extradição enviado pela Justiça brasileira ao governo da Itália inicialmente considerava apenas a condenação pelo caso do CNJ. Agora, por determinação do ministro Gilmar Mendes, a Advocacia-Geral da União (AGU) deverá incluir também o processo de perseguição armada.

Após a prisão de Zambelli na Itália, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a AGU acompanhe e tome providências para garantir a extradição da deputada.

O Brasil já formalizou o pedido de extradição para que Zambelli cumpra a pena de prisão em território nacional. A defesa da parlamentar, por sua vez, afirmou que atuará para evitar a extradição.

O caso segue sob análise das autoridades italianas, que decidirão se a deputada será ou não enviada de volta ao Brasil para cumprir sua sentença.

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