Carla Zambelli, deputada licenciada pelo PL-SP, permanece presa na penitenciária de Rebibbia, próxima a Roma, desde terça-feira (29), após ser capturada por autoridades italianas.
Ela está listada no alerta vermelho da Interpol por crimes graves e aguardará detida a análise do pedido de extradição feito pelo Brasil, conforme decisão da Justiça italiana desta sexta-feira (1º).
Detalhes da prisão e alerta da Interpol
A parlamentar foi localizada em um apartamento em Roma, após ter passado pela Argentina e pelos Estados Unidos. No momento da prisão, segundo a defesa, Zambelli não resistiu e estava pintando e lavando o cabelo quando os policiais chegaram. Ela foi conduzida à delegacia com seus pertences e medicamentos pessoais.
Na ficha da Interpol, constam informações como nome completo, idade e nacionalidade de Zambelli. O alerta vermelho permite que países membros localizem e prendam investigados a pedido da Justiça de origem.
Zambelli fugiu para a Itália após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido a um ataque hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Trâmites da extradição e repercussão
De acordo com a legislação italiana, o processo de extradição pode durar de um ano e meio a dois anos, tramitando por duas instâncias: a Corte de Apelação de Roma e a Corte de Cassação. A decisão final será do ministro da Justiça da Itália, em caráter político.
O embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca, declarou confiar na Justiça italiana. Enquanto isso, a Câmara dos Deputados poderá deliberar sobre a perda do mandato de Zambelli a partir de agosto, com base na decisão do STF.