A sanção imposta por Donald Trump ao ministro Alexandre de Moraes levou ministros do Supremo Tribunal Federal a considerar que o destino de Eduardo Bolsonaro está selado no tribunal. O deputado comemorou a medida, que, segundo ele, foi motivada por sua atuação. O STF seguirá normalmente com o julgamento de Jair Bolsonaro.
Eduardo será investigado por suspeita de articular ações contra autoridades brasileiras nos EUA. No Planalto, a equipe de Lula vê a ação de Trump como apoio político a Bolsonaro.
Investigação sobre Eduardo Bolsonaro
Após a sanção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra Alexandre de Moraes, ministros do STF afirmaram que Eduardo Bolsonaro forneceu a prova final para o inquérito sobre sua atuação contra a soberania nacional e o Judiciário. O deputado comemorou publicamente a decisão de Trump de aplicar a Lei Magnitsky ao ministro, atribuindo a si a iniciativa que teria motivado o presidente americano.
Segundo interlocutores do tribunal, “ele já vinha dando seguidas provas de cometimento de um crime contra a soberania nacional, agora selou seu destino dentro do STF”. A suspeita é de que Eduardo Bolsonaro esteja articulando, nos EUA, ações contra autoridades brasileiras, o que motivou a intensificação das investigações.
Julgamento de Jair Bolsonaro
Quanto ao julgamento de Jair Bolsonaro, o STF garantiu que nada muda. Apesar de Trump citar o caso como motivo para as sanções, a ação penal segue seu curso normal e o julgamento pode ocorrer já em setembro. Uma nota do tribunal reforçou a defesa de Alexandre de Moraes e afirmou que o processo seguirá sem alterações.
Repercussão política e econômica
No Palácio do Planalto, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou que a decisão de Trump foi um claro gesto político em favor de Jair Bolsonaro. Para o governo, a medida dissipou qualquer dúvida sobre o alinhamento político do ex-presidente dos EUA com Bolsonaro.
A sanção a Alexandre de Moraes e o tarifaço, considerados aquém do prometido, foram celebrados por apoiadores de Bolsonaro e criticados pela equipe de Lula. No entanto, produtos como café, frutas e carnes, ligados ao agronegócio associado a Bolsonaro, foram incluídos na alíquota de 50%. Por isso, o governo brasileiro evita escalar a crise com os EUA, mantendo cautela diante das possíveis repercussões econômicas.
Argumentos econômicos, como dificuldades na importação de produtos, foram pouco mencionados por Trump, que focou sua decisão em críticas a Moraes, defesa de Bolsonaro e proteção às big techs.