Política

Israel lança ajuda humanitária aérea em Gaza e anuncia pausa temporária em ofensiva

Exército israelense interrompe operações por 10 horas para permitir distribuição de alimentos e medicamentos na Faixa de Gaza

Israel divulgou imagens do lançamento aéreo de ajuda humanitária na Faixa de Gaza e anunciou uma pausa de 10 horas em sua ofensiva militar neste domingo (27).

A medida ocorre sob pressão internacional devido à crise humanitária enfrentada pelos 2,2 milhões de moradores do enclave, controlado pelo Hamas, que sofrem com fome severa desde março.

Organizações internacionais e a ONU têm criticado a limitação da ajuda e alertado para o agravamento da situação.

Pausa humanitária e envio de alimentos

Neste domingo (27), o Exército israelense fará uma pausa humanitária de 10 horas, das 10h às 20h no horário local, para liberar corredores e pontos de distribuição de comida em Gaza. A pausa abrangerá Al-Mawasi, uma área humanitária designada ao longo da costa, além da região central de Deir al-Balah e da Cidade de Gaza.

O Exército também anunciou que rotas seguras para comboios com alimentos e medicamentos estarão disponíveis das 6h às 23h, de forma permanente. As imagens do lançamento aéreo da ajuda foram divulgadas nas redes sociais das Forças de Defesa de Israel.

Pressão internacional e críticas

O anúncio ocorre em meio à crescente pressão internacional sobre Israel devido à crise humanitária no enclave palestino. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que retomou o envio de alimentos por aviões e implementou corredores humanitários. Desde maio, a entrega vinha sendo feita pela Fundação Humanitária de Gaza, apoiada por Israel e Estados Unidos, mas criticada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Crise humanitária se agrava em Gaza

A situação em Gaza foi descrita pela ONU como um ‘show de horrores’. Segundo o Ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas, 127 pessoas morreram de desnutrição desde o início da guerra, incluindo 85 crianças. Nas últimas semanas, dezenas de moradores morreram por falta de alimentos. Um caso emblemático foi o da bebê Zainab Abu Haleeb, de cinco meses, que faleceu por desnutrição aguda grave no Hospital Nasser, em Khan Younis.

Para tentar aliviar o cenário, o Crescente Vermelho Egípcio informou que enviaria mais de 100 caminhões com 1.200 toneladas de ajuda alimentar ao sul de Gaza, via passagem de Kerem Shalom, neste domingo. A retomada da permissão para a ajuda aérea e terrestre ocorre em meio a críticas e à necessidade urgente de assistência para a população local.

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