Economia

Colheita de café em São Paulo ganha eficiência com mecanização e clima favorável

Produtores de Garça apostam em máquinas e boas chuvas para ampliar produção e exportação em 2024

A colheita do café avança em Garça (SP), impulsionada pela mecanização e clima favorável. Produtores como José Carlos de Moraes Filho e Cassiano Tosta esperam aumento na produção e exportação, após dificuldades climáticas em 2024.

Com menos mão de obra e mais tecnologia, a região cafeeira paulista prevê safra superior e prepara lavouras para os próximos anos.

Tradicionalmente manual, a colheita do café em Garça (SP) agora conta com máquinas que aceleram o processo, especialmente em grandes propriedades. José Carlos de Moraes Filho, que cultiva 70 hectares, reduziu a equipe para dois funcionários graças à mecanização. Antes, seriam necessárias cerca de 100 pessoas para o mesmo trabalho.

O produtor está otimista com a safra, prevista para encerrar no próximo mês. Ele espera colher 20% a mais do que em 2024, quando as altas temperaturas prejudicaram o desenvolvimento dos grãos e afetaram a qualidade. Este ano, as chuvas foram suficientes e favoreceram a cultura.

A produção de José Carlos é vendida na região e exportada para a Ásia, com a saca de 60 quilos cotada a R$ 2.200. Garça e municípios vizinhos formam uma das principais regiões cafeeiras do estado, reunindo mais de 800 propriedades e uma colheita anual de 600 mil sacas.

Exportação e expectativas para as próximas safras

Cassiano Tosta, também produtor em Garça, já colheu 90% de seus 14 hectares e prevê que 70% da produção será destinada ao exterior. Ele utiliza uma combinação de colheita manual e mecanizada, com trabalhadores realizando a “rastela” antes das máquinas recolherem os grãos.

Sem irrigação, Cassiano enfrentou queda de produção no ano passado devido à instabilidade climática. Com as chuvas recentes, ele acredita em melhora para a próxima safra. A poda das lavouras, prática adotada por ele e outros produtores, deve fortalecer as plantas e ampliar a produção em 2026.

O avanço tecnológico e as condições climáticas favoráveis apontam para um cenário promissor na cafeicultura paulista, com expectativa de crescimento no percentual de exportação nos próximos anos.

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