O dólar abriu esta sexta-feira (24) com alta de 0,07%, cotado a R$ 5,5234, em meio à cautela dos investidores diante do tarifaço dos Estados Unidos. Apesar disso, a moeda caminha para uma leve queda semanal.
O cenário internacional segue influenciado pelas negociações entre o governo Trump e a União Europeia, que buscam evitar novas tarifas comerciais até 1º de agosto.
No Brasil, o governo Lula ainda não avançou em tratativas com os EUA, elevando a incerteza no mercado.
Desempenho do dólar e do Ibovespa
Na semana, o dólar acumula queda de 1,21%, enquanto no mês registra alta de 1,59%. No acumulado do ano, a moeda apresenta desvalorização de 10,68%. Já o Ibovespa mostra desempenho positivo na semana, com alta de 0,27%, mas recua 3,69% no mês. No ano, o índice acumula valorização de 11,18%.
Negociações comerciais e tarifaço
Com a aproximação do prazo final de 1º de agosto para novos acordos, poucos países conseguiram fechar negociações com os Estados Unidos. O destaque está nas conversas entre Trump e a União Europeia, que, segundo diplomatas ouvidos pelo jornal britânico Financial Times, avançam para a possibilidade de uma tarifa de 15% sobre produtos do bloco.
Nesta quinta-feira (24), membros da União Europeia aprovaram a imposição de contratarias sobre 93 bilhões de euros em produtos norte-americanos, caso não haja acordo até o prazo estipulado.
Impacto para o Brasil e postura do governo Lula
Enquanto as negociações entre EUA e União Europeia avançam, o Brasil permanece sem grandes progressos. Investidores aguardam sinais do governo brasileiro sobre possíveis estratégias diante do tarifaço norte-americano, seja por meio de negociações ou retaliações.
Na quinta-feira (24), o presidente Lula (PT) expressou a interlocutores sua frustração com a ausência de um canal direto de negociação com Trump. Segundo Lula, as conversas ocorrem apenas em nível diplomático e não chegam à Secretária do Comércio dos EUA nem à Casa Branca.
Assessores presidenciais relataram que Trump manifestou intenção de “punir” o Brasil, mesmo sem justificativa econômica clara para aplicar a tarifa mais alta ao país. Essa percepção aumentou o pessimismo da equipe de Lula quanto à possibilidade de reversão do tarifaço.