Raul Jungmann, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração, declarou nesta quinta-feira (24) que os minerais estratégicos pertencem ao povo brasileiro e sua exploração deve respeitar a legislação nacional.
O representante dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, reiterou o interesse norte-americano nos minerais brasileiros durante reunião com empresários do setor, segundo Jungmann.
Jungmann enfatizou que não existe legislação permitindo que governos estrangeiros explorem minerais no Brasil, apenas empresas podem atuar no setor.
O papel dos minerais estratégicos na economia
Minerais críticos e estratégicos, como nióbio, lítio, grafite, cobre, cobalto, urânio e elementos terras raras, são essenciais para a tecnologia de ponta, incluindo chips para celulares, computadores e para a transição energética.
A crescente demanda global por esses recursos coloca o Brasil em posição de destaque, já que o país possui vastas reservas desses minerais, considerados cruciais para o futuro da economia mundial.
Esses minerais estão no centro das transformações tecnológicas e energéticas do século 21. Grandes potências, como Estados Unidos e China, buscam garantir acesso seguro e diversificado a essas matérias-primas, intensificando a pressão sobre as cadeias de fornecimento.
O Brasil, além das reservas naturais, conta com vantagens como matriz energética limpa, território estável, tradição mineradora e conhecimento técnico em instituições como o Serviço Geológico do Brasil e a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM).
Desafios e oportunidades para o Brasil
Entre os minerais mais disputados estão os elementos terras raras, fundamentais para turbinas eólicas, carros elétricos, chips e sistemas de defesa. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o Brasil detém a segunda maior reserva conhecida desses elementos, ficando atrás apenas da China, que lidera a produção e refino global.
O desafio brasileiro é transformar esse potencial mineral em desenvolvimento tecnológico e industrial. Isso envolve investir em pesquisa, atrair parcerias estratégicas e desenvolver capacidades nacionais para refinar e agregar valor aos minérios antes de exportá-los.
O governo brasileiro tem incentivado a transformação mineral e a realização de parcerias com centros de pesquisa e inovação, buscando fortalecer o setor e garantir que a exploração dos recursos beneficie o país.