Política

Câmara aprova projeto de licenciamento ambiental e CNA destaca modernização das regras

Entidades divergem sobre proposta que unifica normas ambientais e segue agora para sanção presidencial

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (17) o projeto de lei que altera o licenciamento ambiental no Brasil, com 267 votos a favor e 116 contra. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defende que a medida moderniza e desburocratiza as normas. Já o MST critica o texto, chamando-o de retrocesso ambiental.

Repercussão entre CNA e MST

O projeto de licenciamento ambiental, aprovado após 21 anos de tramitação no parlamento, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pode vetar partes do texto. Para a CNA, a proposta representa avanço ao unificar normas e trazer segurança jurídica e ambiental.

Nelson Ananias, coordenador de Sustentabilidade da CNA, afirma que atualmente não existe uma lei geral sobre o tema, o que gera divergências entre órgãos federais, estaduais e o Ministério Público. “Com a lei do licenciamento, o produtor vai saber de forma mais clara quais são suas obrigações para continuar produzindo e cumprindo suas obrigações com a legislação ambiental”, explica Ananias.

Segundo ele, o texto aprovado atende aos anseios do setor produtivo ao evitar retrocessos e estabelecer segurança jurídica e ambiental para o país. Ananias também destaca que a aprovação do projeto deve reduzir a demora nos pedidos de licenciamento e atualizar normas consideradas obsoletas desde os anos 90.

Em contraponto, o MST divulgou nota afirmando que a aprovação atende aos interesses do “agronegócio extrativista” e considera a lei inconstitucional. O movimento social cita tragédias como Brumadinho e Mariana para alertar sobre riscos ambientais e pede que o presidente Lula vete o projeto.

Impactos e argumentos ambientais

Ambientalistas alertam que o novo texto pode reduzir o controle sobre atividades potencialmente degradantes e aumentar riscos para comunidades tradicionais. Apesar disso, a CNA sustenta que as novas regras não excluem a rigidez da legislação ambiental brasileira, garantindo a continuidade da produção sustentável e o respeito ao Código Florestal.

A CNA ressalta ainda que produtores de atividades de baixo impacto ambiental, isentos de licenciamento, permanecerão submetidos ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), mecanismo que monitora a vegetação nativa das propriedades.

O debate em torno do projeto evidencia a polarização entre entidades do agronegócio e movimentos sociais, enquanto o setor produtivo aguarda a sanção presidencial para consolidar as mudanças propostas.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Projeto de lei pode facilitar licenciamento ambiental e acelerar exploração de petróleo na Foz do Amazonas

Marina Silva afirma que governo busca alternativa ao veto sobre licenciamento ambiental

Especialista da ONU alerta que nova lei pode aumentar desmatamento na Amazônia

Lula adia decisão sobre projeto que flexibiliza licenciamento ambiental

Lula sanciona projeto de licenciamento ambiental com vetos e anuncia medida provisória

Lula sanciona projeto com 63 vetos e altera regras do licenciamento ambiental