O Departamento de Comércio dos EUA anunciou nesta segunda-feira (14) a retirada do acordo de 2019 que suspendia a investigação antidumping sobre tomates frescos do México.
Com a decisão, tarifas de 17% passam a incidir sobre a maior parte das importações mexicanas. O governo mexicano promete ajudar produtores locais a negociar a suspensão e buscar novos mercados.
Fim do acordo e impacto imediato
O acordo que regulava as exportações de tomates do México para os EUA foi firmado originalmente em 1996, sendo renovado pela última vez em 2019. Seu objetivo era garantir concorrência justa para os produtores norte-americanos e evitar uma investigação antidumping, encerrando disputas tarifárias recorrentes entre os dois países.
Com a retirada do acordo, anunciada nesta segunda-feira (14), os EUA voltam a impor tarifas antidumping de 17% sobre a maioria das importações de tomates frescos do México. Segundo o Departamento de Comércio, essas taxas refletem a diferença de preço considerada “injusta” na venda dos tomates mexicanos no mercado norte-americano.
Declarações e ameaças de novas tarifas
O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que os agricultores americanos foram “esmagados por práticas comerciais injustas que reduzem os preços de produtos como o tomate”. No sábado (12), o presidente Donald Trump ameaçou impor uma tarifa ainda maior, de 30%, sobre todas as importações mexicanas a partir de 1º de agosto, caso não seja alcançado um acordo comercial abrangente.
Repercussão e medidas do México
O governo do México declarou que irá apoiar os produtores de tomate na negociação pela suspensão da tarifa de 17%. Além disso, prometeu auxílio para que esses produtores encontrem novos mercados para seus produtos, minimizando o impacto das medidas norte-americanas.
Dados do comércio bilateral
Dados oficiais apontam que, no ano passado, o México exportou US$ 3,3 bilhões em tomates, sendo a grande maioria destinada aos Estados Unidos, o que evidencia a importância da relação comercial para o setor agrícola mexicano.
A decisão dos EUA aumenta a tensão comercial entre os dois países e pode forçar uma reconfiguração das exportações mexicanas de tomate, caso as negociações não avancem.