O MDIC anunciou nesta quinta-feira (31) que 44,6% das exportações brasileiras para os Estados Unidos não serão afetadas pela nova tarifa de 50% imposta pelo governo Trump.
A medida, que entra em vigor em 6 de agosto, prevê exceções para itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos, peças, fertilizantes e produtos energéticos.
O decreto foi assinado na quarta-feira e visa responder a ações do governo brasileiro consideradas ameaças pela Casa Branca.
Detalhes do decreto dos EUA
O presidente Donald Trump assinou na quarta-feira um decreto que estabelece uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, elevando o total para 50%. Segundo a Casa Branca, a decisão passa a valer a partir de 6 de agosto. O governo dos Estados Unidos justificou a medida alegando que ações do Brasil representam uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”.
Apesar do aumento tarifário, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) destacou que uma longa lista de produtos brasileiros foi excluída da nova tarifa. Entre os itens protegidos estão suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e peças, fertilizantes e produtos energéticos.
De acordo com análise preliminar da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, a sobretaxa de 50% incidirá sobre 35,9% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, o que corresponde a US$ 14,5 bilhões em 2024.
Além dos produtos diretamente atingidos pela nova tarifa, outros 19,5% das exportações brasileiras para os EUA já estão sujeitos a tarifas específicas, que são aplicadas a todos os países. Em 2024, esse percentual correspondeu a US$ 7,9 bilhões. Essas tarifas, baseadas em critérios de segurança nacional (Seção 232), não serão afetadas pela medida anunciada por Trump. Por exemplo, autopeças já pagam uma alíquota de 25% independentemente da origem.
No panorama geral, 64,1% das exportações brasileiras continuarão competindo em condições semelhantes às de outros países no mercado americano, segundo o MDIC. A pasta ressaltou que segue monitorando os desdobramentos e avaliando possíveis impactos para setores específicos da indústria nacional.