A economia chinesa registrou crescimento de 5,2% no segundo trimestre, conforme dados oficiais divulgados na noite de segunda-feira (14). O avanço foi impulsionado pelo bom desempenho das exportações, mesmo diante da guerra comercial com os Estados Unidos.
As exportações chinesas superaram expectativas em junho, beneficiadas por uma trégua comercial entre Washington e Pequim. Importações também cresceram acima do previsto, marcando o primeiro aumento do ano.
Exportações superam expectativas e trégua tarifária é destacada
Segundo a Administração Geral de Alfândega da China, as exportações aumentaram 5,8% em termos anuais em junho e 32,4% na comparação com o mês anterior. O crescimento foi atribuído à trégua comercial entre Estados Unidos e China, que amenizou o impacto das tarifas impostas anteriormente.
As importações também apresentaram alta de 1,1% em junho, superando a previsão de 0,3% e representando o primeiro crescimento do ano no indicador.
Em coletiva de imprensa, Wang Lingjun, oficial da alfândega, afirmou que Pequim espera “que os Estados Unidos continuem a trabalhar juntos com a China na mesma direção”, conforme reportado pela emissora estatal CCTV. Wang enfatizou que a trégua tarifária foi “duramente conquistada” e defendeu que “não há saída por meio de chantagem e coerção. Diálogo e cooperação são o caminho certo”.
Projeções para o segundo semestre e análise de especialistas
Apesar dos resultados positivos no segundo trimestre, muitos analistas projetam desaceleração do crescimento chinês nos próximos seis meses. A principal preocupação é a demanda interna, considerada frágil.
Zichun Huang, economista para a China na Capital Economics, avaliou que “os dados provavelmente ainda superestimam a força do crescimento”. Segundo Huang, com o esperado desaquecimento das exportações e o fim do impulso de apoio fiscal, é provável que o crescimento desacelere ainda mais na segunda metade do ano.