Saúde

Casos de hepatite A disparam em 2024 segundo Ministério da Saúde

Brasil registra aumento expressivo de infecções, com adultos jovens sendo os mais afetados neste ano

O Ministério da Saúde registrou um aumento de 545% nos casos de hepatite A no Brasil em 2024 em comparação com o ano anterior.

Dados apontam que a incidência chegou a 1,7 casos por 100 mil habitantes, destacando a importância da vacinação e medidas de higiene.

Enquanto crianças apresentam queda histórica nos casos, adultos jovens concentram a maioria das infecções neste ano.

Aumento expressivo dos casos em 2024

Segundo o Ministério da Saúde, houve um salto de 545% nos casos de hepatite A em 2024 em relação a 2023. A taxa passou de 1,1 para 1,7 casos por 100 mil habitantes. No total, mais de 174 mil casos foram registrados no país entre 2000 e 2024.

O órgão atribui o aumento principalmente ao crescimento das relações sexuais sem proteção, destacando a necessidade de intensificar campanhas de prevenção.

O que é hepatite A?

A hepatite A é uma infecção viral que atinge o fígado e se transmite, em geral, pelo consumo de água ou alimentos contaminados.

Sintomas e prevenção

Os sintomas incluem febre, fadiga, náuseas, vômitos, dor abdominal, icterícia e fezes claras. A prevenção envolve vacinação, consumo de água potável, higiene pessoal e preparo adequado dos alimentos.

Redução entre crianças e mudança no perfil epidemiológico

Nos últimos dez anos, o Brasil registrou uma queda histórica de 99,9% nos casos de hepatite A em crianças de 0 a 9 anos, segundo boletim do Ministério da Saúde. Essa redução é atribuída à inclusão da vacina no calendário nacional infantil desde 2014, com altas coberturas vacinais pelo SUS.

O relatório do ministério destaca: “Essa queda expressiva mostra a eficácia da vacinação como ferramenta de saúde pública. Trata-se de uma mudança significativa no perfil epidemiológico da doença no Brasil”.

Em 2000, crianças menores de 10 anos representavam um quarto dos casos. Com o avanço da vacinação e melhorias em saneamento, em 2024 a maioria dos casos passou a ocorrer entre adultos jovens.

Especialistas reforçam a importância da vacinação e das medidas de higiene para conter o avanço da doença.