O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta segunda-feira (7) manter a prisão de Alan Diego dos Santos, condenado por armar uma bomba em um caminhão-tanque na entrada do Aeroporto de Brasília, em dezembro de 2022.
A prisão preventiva foi expedida pelo STF em 25 de junho, e Alan Diego foi detido no Mato Grosso no dia seguinte. A audiência de custódia ocorreu logo após a prisão.
Decisão judicial e justificativas
Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes destacou que existem indícios suficientes da participação efetiva de Alan Diego na colocação do explosivo no caminhão-tanque. O ministro também ressaltou que, em junho, considerou haver risco de fuga ou de novas práticas criminosas, o que justificou a manutenção da prisão preventiva.
Segundo Moraes, Alan Diego descumpriu medidas cautelares impostas anteriormente, como o uso de tornozeleira eletrônica e o comparecimento obrigatório à Justiça em datas determinadas. A prisão preventiva foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República.
Histórico do caso
Em 2023, Alan Diego dos Santos Rodrigues foi condenado a 5 anos e 4 meses de reclusão pelo crime de armar uma bomba na entrada do Aeroporto de Brasília. Em 2024, a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP/DF) concedeu progressão ao regime aberto para Alan Diego, que foi transferido para a comarca de Comodoro, no Mato Grosso, sua cidade natal.
Apesar da progressão de regime concedida em 2024, Alan Diego voltou a ser alvo de mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro Alexandre de Moraes em 2025, resultando em sua detenção no Mato Grosso.
A decisão de manter a prisão reforça o entendimento do STF sobre a gravidade do caso e o risco de reincidência, além do descumprimento de medidas judiciais por parte do condenado.
O caso ganhou repercussão nacional devido ao atentado frustrado no Aeroporto de Brasília, ocorrido em dezembro de 2022, e segue sendo acompanhado de perto pelas autoridades federais e pela Justiça.