A taxa Selic foi elevada para 15% ao ano pelo Copom do Banco Central em junho de 2025, atingindo o maior nível desde 2017. A decisão impacta diretamente o bolso dos brasileiros, tornando o crédito mais caro e alterando o rendimento de investimentos como poupança, CDB e Tesouro Direto.
Com a Selic mais alta, empréstimos e financiamentos ficam mais caros, enquanto aplicações de renda fixa passam a oferecer retornos mais elevados, beneficiando investidores conservadores.
Entenda a Selic e seus efeitos
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, usada como referência para todas as demais taxas, desde financiamentos e empréstimos até os rendimentos de aplicações financeiras. O Banco Central utiliza a Selic para controlar a inflação: ao subir a taxa, o crédito encarece, o consumo diminui e a pressão sobre os preços tende a cair.
Com a Selic a 15%, o custo do crédito aumenta para consumidores e empresas, o que pode reduzir o consumo e o investimento. Por outro lado, investimentos atrelados à taxa básica de juros, como CDBs e títulos públicos, tornam-se mais atrativos.
Impactos nos principais investimentos
Poupança
A poupança segue rendendo 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR) sempre que a Selic está acima de 8,5% ao ano. Isso representa um rendimento anual de cerca de 8,17%, abaixo da inflação projetada e de outras opções de renda fixa, apesar da liquidez imediata e isenção de Imposto de Renda.
CDB
Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), muitos deles atrelados ao CDI, acompanham de perto a Selic. Com juros a 15%, CDBs que pagam 100% do CDI podem render até 12,70% ao ano, tornando-se mais vantajosos para quem busca retorno.
Tesouro Direto
No Tesouro Direto, os títulos Tesouro Selic acompanham a taxa básica e são indicados para quem busca baixo risco e liquidez. Já o Tesouro IPCA+ garante rentabilidade real acima da inflação, com taxas acima de IPCA + 6% ao ano, sendo indicado para objetivos de médio e longo prazo.
Repercussão e perspectivas
O aumento da Selic para 15% ao ano, decidido de forma unânime pelo Copom em 18 de junho de 2025, sinaliza uma política monetária mais rígida e prolongada. Segundo o Banco Central, os juros elevados devem permanecer por um “tempo suficientemente prolongado” para conter a inflação.
Apesar do rendimento da poupança subir, ela segue como opção menos vantajosa em relação a CDBs e títulos públicos, que ganham destaque por oferecerem retornos maiores. A caderneta só se destaca pela liquidez e isenção de IR, mas perde em rentabilidade.
Para investidores conservadores, o cenário favorece aplicações de renda fixa, especialmente os títulos do Tesouro, que têm a segurança do governo federal. Já para quem depende de crédito, o momento é de cautela, pois financiamentos e empréstimos ficam mais caros e o consumo tende a desacelerar.
O impacto da Selic elevada atinge tanto quem investe quanto quem consome, influenciando desde o supermercado até o financiamento do carro. O cenário reforça a importância de comparar opções de investimento e avaliar o custo do crédito antes de tomar decisões financeiras.