O mercado financeiro diminuiu pela quarta vez seguida a previsão para a inflação oficial de 2025, conforme o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central. A estimativa para o IPCA recuou de 5,30% para 5,24%.
Além da inflação, o relatório trouxe atualizações para o crescimento do PIB, taxa de juros, câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros.
Atualização das expectativas econômicas
A redução na previsão de inflação reflete a avaliação dos analistas de que as pressões inflacionárias devem seguir em queda no próximo ano, impulsionadas por uma economia mais lenta e políticas monetárias restritivas implementadas pelo Banco Central.
Mesmo com a queda, a estimativa para o IPCA em 2025 permanece acima do teto da meta, que é de 4,5%. Foi a quarta semana consecutiva de recuo desse indicador. Para 2026, a expectativa de inflação ficou estável em 4,50%, e para 2027, manteve-se em 4%. Já para 2028, houve ligeira queda, de 3,85% para 3,83%.
PIB e taxa de juros
O boletim Focus também trouxe ajustes nas projeções para o PIB e a taxa básica de juros. Para 2025, a previsão de crescimento do PIB avançou de 2,20% para 2,21%, enquanto para 2026 subiu de 1,83% para 1,85%. Em relação à Selic, a projeção para o fechamento de 2025 aumentou de 14,75% para 15% ao ano, após decisão recente do Copom de elevar a taxa, surpreendendo o mercado. Para 2026 e 2027, as projeções permaneceram em 12,50% e 10,50% ao ano, respectivamente.
Outros indicadores econômicos
Para o câmbio, a previsão do dólar ao final de 2025 caiu de R$ 5,77 para R$ 5,72, enquanto para 2026 permaneceu em R$ 5,80. O saldo da balança comercial foi mantido em US$ 74 bilhões de superávit para 2025 e US$ 78 bilhões para 2026.
Quanto ao investimento estrangeiro direto, a estimativa para a entrada de recursos no Brasil ficou estável em US$ 70 bilhões tanto para este ano quanto para 2026.
Os economistas também ajustaram para baixo a estimativa de inflação para 2024 e elevaram a previsão de crescimento da economia brasileira, refletindo um cenário de maior otimismo em relação ao desempenho econômico no curto prazo.