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BRB processa ex-presidente por dívida de R$ 799 mil após investigação no STF

Pagamentos de quatro empréstimos cessaram em dezembro, mês seguinte ao afastamento de Costa pela Operação Compliance Zero

O Banco de Brasília (BRB) abriu processo na Justiça nesta segunda-feira (9) para cobrar uma dívida de R$ 799.435,79 de Paulo Henrique Costa, ex-presidente investigado no STF por suspeitas de irregularidades no escândalo do Banco Master.

A ação tramita na 3ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais e Conflitos Arbitrais de Brasília. Segundo o banco, Costa deixou de pagar parcelas de quatro empréstimos contraídos entre junho de 2021 e outubro de 2024.

A inadimplência começou em dezembro — um mês após seu afastamento pela Operação Compliance Zero.

Na ação, o BRB pede à Justiça que expeça mandado de citação, penhora e avaliação contra Paulo Henrique Costa no valor total da dívida, acrescida das custas processuais e de 20% de honorários advocatícios. O objetivo é a penhora de bens do ex-executivo para quitar o débito.

Caso a Justiça não localize bens, o banco solicita o bloqueio de 30% do salário de Costa — que é funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal. O advogado do ex-presidente não havia sido constituído no processo até esta quarta-feira (11).

Investigação e afastamento

Paulo Henrique Costa foi afastado do cargo por decisão judicial em novembro de 2025, no âmbito da Operação Compliance Zero, que revelou carteiras de crédito fabricadas e fraudes bilionárias que culminaram na liquidação do Banco Master pelo Banco Central.

O inquérito no STF apura a tentativa do BRB de adquirir o Banco Master — operação barrada pelo Banco Central. Antes disso, o BRB havia comprado papéis do Master que geraram um prejuízo estimado em cerca de R$ 5 bilhões.

A Polícia Federal também investiga a venda de ações do BRB a outros suspeitos no mesmo caso, entre eles o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Master, e o empresário João Carlos Mansur, da gestora de fundos Reag, igualmente suspeita de participação nas fraudes.

Uma auditoria externa contratada pela nova gestão do BRB e entregue à PF identificou que Paulo Henrique Costa centralizou as operações comerciais com o Master e a coordenação da busca por novos acionistas.

Ao absorver carteiras podres do Master, o BRB acumulou perdas que derrubaram sua nota de crédito para ‘CCC’ nas agências Fitch e Moody’s — reflexo de um rombo que ultrapassa os R$ 5 bilhões mencionados no processo judicial.

Em nota anterior à TV Globo, a defesa de Costa negou que ele tenha exercido papel central na operação de busca de novos acionistas para o banco.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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