Praticamente metade do eleitorado brasileiro enxerga os dois principais pré-candidatos à Presidência como radicais. É o que revela pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11).
O levantamento aponta que 46% consideram Lula (PT) um político radical, enquanto 45% fazem o mesmo julgamento sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — diferença dentro da margem de erro.
A sondagem foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 5 e 9 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Honestidade também em xeque
Além do rótulo de radical, a pesquisa testou outra característica sensível: a honestidade. Os resultados apontam rejeição majoritária a ambos os nomes.
No caso de Lula, apenas 23% concordam que o presidente tem esse atributo, enquanto 69% discordam. Para Flávio Bolsonaro, 26% reconhecem a honestidade do senador e 62% a negam.
A simetria entre os dois pré-candidatos é um dos aspectos mais marcantes do levantamento. Em praticamente todos os atributos avaliados, as diferenças ficam dentro ou próximas da margem de erro de dois pontos percentuais.
Os números reforçam um padrão consistente entre institutos: dias antes, o Datafolha já havia registrado rejeição de 46% para Lula e 45% para Flávio — quase idêntico ao percentual dos que os enxergam como radicais na Quaest.
Disputa em 2026
Os dados integram um ciclo de pesquisas que vem mapeando a percepção do eleitorado sobre os pré-candidatos à Presidência da República. Lula concorre pelo PT e Flávio Bolsonaro pelo PL-RJ.
O levantamento avaliou múltiplas características atribuídas pelos entrevistados aos dois políticos, revelando um eleitorado que enxerga os principais nomes do espectro eleitoral com ceticismo semelhante em relação a ambos os lados.