Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegam à disputa presidencial de 2026 compartilhando o topo de um ranking que nenhum político quer liderar: o de rejeição. Segundo o Datafolha, 46% dos eleitores não votariam no presidente e 45% descartam o senador.
A pesquisa, divulgada neste sábado (7) pela Folha de S.Paulo, registra empate técnico entre os dois e os coloca à frente de todos os demais pré-candidatos testados pelo instituto para as eleições deste ano.
Metodologia e abrangência
O Datafolha ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre segunda (3) e quinta-feira (5) de março, em 137 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos, com nível de confiança de 95%.
Nenhum dos demais pré-candidatos avaliados pelo instituto chegou perto da faixa dos 45% de rejeição registrada por Lula e Flávio Bolsonaro, tornando os dois os nomes mais polarizadores do cenário eleitoral até aqui.
Lula ainda lidera o primeiro turno
Nas intenções de voto para o primeiro turno, o presidente mantém a liderança em todos os cenários testados pelo Datafolha. Mas o levantamento desta semana evidencia que essa vantagem vem minguando — sinal de que o campo oposicionista começa a se estruturar. Apesar de liderar os cenários de primeiro turno testados pelo instituto, Lula enfrenta erosão gradual de margens em um campo oposicionista ainda fragmentado entre PL e PSD.
Segundo turno dentro da margem de erro
Em um eventual segundo turno das eleições de 2026, Lula teria 46% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro. A diferença de três pontos percentuais está dentro da margem de erro do levantamento.
A alta rejeição de Flávio não impediu seu avanço nas intenções de voto. Em menos de noventa dias, a vantagem de Lula no segundo turno encolheu de 15 para apenas 3 pontos percentuais — o que transforma o pleito em uma disputa tecnicamente empatada.
O cenário reforça a complexidade da eleição de 2026: os dois nomes com maior potencial de chegarem ao segundo turno também são os que têm maior dificuldade de ampliar suas bases eleitorais, dada a rejeição expressiva registrada em ambos os lados.