Economia

Guerra no Irã empurra petróleo acima de US$ 110 e pressiona dólar na abertura

Estreito de Ormuz fechado desde 28 de fevereiro responde por 20% do petróleo mundial e amplifica temor inflacionário global

O dólar abriu em alta na manhã desta segunda-feira (9), avançando 0,52% e sendo negociado a R$ 5,2721 por volta das 9h10. O movimento reflete o nervosismo dos mercados globais diante da escalada do conflito no Oriente Médio, que entra na segunda semana sem qualquer sinal de trégua.

O petróleo ultrapassou US$ 110 por barril — alta de até 30% nos últimos dias — impulsionado pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde escoa cerca de 20% de toda a produção mundial da commodity.

Petróleo e o impacto do Estreito de Ormuz

O bloqueio do Estreito de Ormuz, decretado pelo Irã em 4 de março como retaliação após os ataques que mataram o aiatolá Khamenei, entrou na segunda semana sem perspectiva de reabertura. A interrupção da rota — por onde escoa petróleo e gás de Kuwait, Emirados Árabes Unidos e do próprio Irã — empurrou os preços ao maior patamar em anos.

Os contratos futuros mais líquidos superaram US$ 100, com o barril se aproximando de US$ 120 — cerca de R$ 630. Ataques contra campos de petróleo no sul do Iraque e na região autônoma curda agravaram a situação, levando a cortes adicionais na produção de Kuwait e Emirados.

Diante da escalada, os países do G7 estudam liberar parte de suas reservas estratégicas de forma coordenada. Uma fonte do governo francês confirmou que o tema deve ser discutido em videoconferência entre ministros das Finanças. A Agência Internacional de Energia (AIE) exige que membros mantenham reservas equivalentes a 90 dias de importações justamente para crises como essa.

Para Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos, o conflito já atinge diretamente estruturas ligadas à produção da commodity. “O estreito de Ormuz está 100% fechado, onde escorre mais de 20% da produção de petróleo do mundo. Temos muitos pontos de atenção nesse sentido”, afirma.

Focus, bolsas globais e cenário doméstico

O Banco Central divulgou nesta segunda o boletim Focus, com projeções de mais de 100 instituições financeiras. A estimativa de inflação foi mantida em 3,91% para 2026, com leve alta de 3,79% para 3,80% em 2027. A Selic — em 15% ao ano, maior nível em quase duas décadas — deve recuar para 12,13% ao fim de 2026 e 10,50% em 2027. O PIB deve crescer 1,82% neste ano, e o dólar encerrar 2026 a R$ 5,41.

Na sexta-feira anterior, com o conflito já em fase de escalada drástica, o petróleo Brent se aproximava de US$ 100 e o dólar chegava a R$ 5,31 — trajetória que se aprofundou nesta abertura de semana. Wall Street fechou no vermelho: Dow Jones caiu 0,93%, S&P 500 recuou 1,33% e Nasdaq cedeu 1,59%. Na Europa, o STOXX 600 registrou a maior baixa semanal em quase um ano, com quedas no DAX (-0,94%), CAC-40 (-0,65%) e FTSE Mib (-1,02%).

No cenário geopolítico, autoridades dos EUA e de Israel discutiram uma possível operação com forças especiais no Irã para controlar estoques de urânio enriquecido. Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, foi escolhido pela Assembleia de Especialistas para suceder o pai como líder supremo — sinalizando continuidade da ala mais dura no poder. Donald Trump minimizou a alta dos preços e afirmou que a prioridade americana é eliminar o que chamou de ameaça nuclear iraniana.

No Brasil, o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero por suspeita de fraudes bilionárias no Banco Master, voltou ao radar após novas informações indicarem possíveis ligações com ministros do STF.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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