Economia

Conflito no Irã pressiona dólar a R$ 5,31 e derruba bolsas globais

Sétimo dia de guerra e ameaça ao Estreito de Ormuz disparam petróleo acima de US$ 89

O dólar abriu esta sexta-feira (6) cotado a R$ 5,31, pressionado pela escalada do conflito no Oriente Médio e pela expectativa com o payroll — o relatório oficial de emprego dos Estados Unidos.

No sétimo dia de guerra, EUA e Israel intensificaram ataques ao Irã e ao Líbano. O governo americano declarou que o conflito entrou em nova fase, com aumento drástico do poder de fogo sobre o território iraniano e novos bombardeios à infraestrutura do regime dos aiatolás.

As operações no Ibovespa estavam previstas para iniciar apenas às 10h.

Estreito de Ormuz e o risco de petróleo a US$ 100

O fechamento do Estreito de Ormuz foi decretado pelo Irã como retaliação à morte do líder supremo Ali Khamenei em ataques americanos e israelenses — e analistas do J.P. Morgan alertam que o bloqueio pode afetar o fornecimento global em questão de dias. Se a passagem seguir fechada, cerca de 3,3 milhões de barris por dia podem deixar de chegar ao mercado.

O Iraque, segundo maior produtor da Opep, já reduziu sua produção em quase 1,5 milhão de barris por dia por dificuldades de armazenamento e exportação. O Catar, maior exportador de gás natural liquefeito do Golfo, declarou força maior — mecanismo acionado quando eventos imprevistos impedem o cumprimento de contratos. Fontes do setor estimam ao menos um mês para normalização.

Perto das 9h15, o petróleo Brent subia mais de 4%, cotado a US$ 89,38, enquanto o WTI americano avançava 5,94%, a US$ 85,78. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, analistas e a revista The Economist projetam que o barril pode chegar a US$ 100 caso o bloqueio do Estreito de Ormuz se prolongue.

Petrobras: lucro quase triplicou em 2025

Também no radar dos investidores, os resultados da Petrobras divulgados na véspera: a estatal registrou lucro de R$ 110,1 bilhões em 2025, alta de 200% sobre os R$ 36,6 bilhões de 2024. O desempenho foi sustentado pelo aumento da produção de óleo e gás e por ganhos de eficiência operacional — mesmo com a queda de 14% no preço do Brent ao longo do ano.

Bolsas em queda; payroll define próximo passo do Fed

O clima geopolítico derrubou os mercados globais. Em Wall Street, os futuros do Dow Jones, do S&P 500 e do Nasdaq operavam em queda. Na Europa, o STOXX 600 perdia 1,10%, o DAX alemão recuava 0,99% e o CAC-40 francês cedia 1,12% — a região caminha para a pior semana em quase um ano.

Na Ásia, os mercados encerraram a semana no vermelho apesar das altas pontuais de sexta-feira. O Hang Seng de Hong Kong subiu 1,72% no dia, e o Nikkei de Tóquio avançou 0,6%, mas o saldo semanal seguiu negativo sob o peso dos riscos geopolíticos.

No Brasil, além do câmbio, os investidores monitoram os desdobramentos do caso Banco Master. A transferência de Daniel Vorcaro para a Penitenciária 2 de Potim é o desdobramento da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes. O banqueiro ficará em isolamento por 10 dias.

O grande termômetro da sessão será o payroll americano. O relatório deve sinalizar os próximos passos do Federal Reserve na política de juros — dado capaz de ampliar ou aliviar a pressão sobre o câmbio e os ativos de risco globais.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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