Política

Itamaraty monitora escalada Israel-Hezbollah e descarta brasileiros entre vítimas

Enquanto Lula faz primeiro pronunciamento sobre a guerra, embaixadas acompanham comunidade brasileira no Líbano

O Itamaraty informou acompanhar “com preocupação” a escalada de ataques entre Israel e o Hezbollah e confirmou que não há registro de cidadãos brasileiros entre as vítimas até o momento.

As embaixadas do Brasil no Líbano e nos demais países da região mantêm contato com as comunidades locais e divulgam orientações por meio de canais oficiais e redes sociais.

Nova rodada de ataques no Oriente Médio

O Hezbollah lançou projéteis contra o território israelense, enquanto Israel respondeu com bombardeios em áreas do Líbano, incluindo a capital, Beirute. A nova troca de ataques agrava as tensões históricas na fronteira entre os dois países.

O grupo libanês, aliado do Hamas e apoiado pelo Irã, intensificou as ofensivas contra Israel, que por sua vez ampliou suas operações militares em solo libanês. A escalada alimenta o temor de que o conflito se expanda para outros países da região, mobilizando esforços diplomáticos de diferentes nações para tentar conter a crise.

Nos mesmos dias, Israel bombardeou um prédio residencial em Baalbek e um hotel no subúrbio de Hazmieh, em Beirute — o primeiro ataque israelense a uma área predominantemente cristã do Líbano.

Na terça-feira (4), o presidente Lula fez seu primeiro comentário público sobre a guerra no Oriente Médio. Sem mencionar diretamente o conflito, ele afirmou que, enquanto o mundo debate mortes, drones e mísseis, o Brasil fala em “salvar vidas”.

Desde o início das tensões que se alastraram a partir dos embates entre Estados Unidos e Irã, o Itamaraty vem emitindo notas e mantendo a tradição diplomática brasileira de condenar conflitos armados.

O Líbano acumulou dezenas de mortos em ataques israelenses nos primeiros dias do conflito, com vítimas em Baalbek e nos arredores de Beirute — cenário que levou o Itamaraty a rastrear possíveis vítimas brasileiras na região, em meio a um saldo global de quase 900 mortos em quatro dias de guerra.