Política

AIR cobra proteção a jornalistas no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Entidade pede que Estados combatam censura e violência contra a imprensa e reafirma que democracia depende de informação livre
Jornalista em transmissão ao vivo defendendo a liberdade de imprensa e proteção de jornalistas

A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) emitiu um manifesto cobrando dos governos ações concretas para proteger jornalistas de censura, intimidação e violência. O comunicado foi divulgado às vésperas do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado em 3 de maio.

O presidente da AIR, Paulo Tonet Camargo, destacou que profissionais de imprensa atuam “com coragem, independência e compromisso com a liberdade” mesmo diante de cenários adversos em diversas partes do mundo.

A data foi instituída pelas Nações Unidas com base na Declaração de Windhoek — marco histórico que serve de referência global para a defesa de uma imprensa livre, plural e independente. Para a AIR, a liberdade de expressão, consagrada no artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, não é um privilégio de jornalistas ou empresas de mídia: é um direito fundamental de toda a sociedade.

No comunicado, a entidade ressalta que cabe aos Estados garantir a segurança dos profissionais de imprensa e enfrentar ativamente práticas como censura, intimidação e violência. O chamado tem peso especial num momento em que o ambiente para o jornalismo segue se deteriorando em várias partes do mundo.

Brasil no centro do debate

O apelo da AIR tem endereço concreto no Brasil. Em 2025, o país acumulou quase 900 mil ataques virtuais contra jornalistas — média de dois por minuto —, além de 66 episódios de violência física, segundo levantamento da Abert. O relatório sobre ataques a jornalistas no Brasil revela a escala do problema no país.

Apesar disso, o Brasil deu um passo positivo no cenário global: o manifesto da AIR chega um dia depois de o RSF divulgar que o Brasil superou os EUA no ranking global de liberdade de imprensa pela primeira vez na história — mas o país ainda figura em situação sensível num cenário mundial que atingiu o pior nível em 25 anos. Entenda o que significa essa virada no índice de liberdade de imprensa do RSF.

A AIR defende também o fortalecimento do jornalismo independente e o acesso da população a informações diversas e sem interferências. Para a entidade, o livre fluxo de informações é condição essencial para o funcionamento de sociedades abertas — princípio diretamente ligado ao debate sobre democracia e Estado de Direito.

Ao afirmar que “sem liberdade de imprensa, não há democracia”, o presidente Paulo Tonet Camargo sintetiza a posição da associação: o jornalismo independente não é uma consequência das liberdades democráticas, mas uma de suas condições fundamentais.

O manifesto também convoca os Estados a assumirem ativamente sua responsabilidade na proteção dos profissionais de imprensa — da censura direta à violência física —, reforçando o papel da comunidade internacional no enfrentamento das ameaças ao jornalismo livre.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Chuvas deixam 80 desalojados em Recife e Lula aciona apoio federal

AIR cobra proteção a jornalistas no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Lula recusa promulgar PL da Dosimetria e joga desgaste sobre Alcolumbre

No Dia do Trabalhador, Lula faz balanço e destaca isenção de IR e licença-paternidade