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Dono do Banco Master é preso em operação que mira R$ 22 bi

PF cumpre mandados do STF contra Daniel Vorcaro em investigação de corrupção, lavagem de dinheiro e ligação com o PCC

Daniel Vorcaro, fundador e controlador do Banco Master, foi preso nesta quarta-feira (4) em São Paulo pela Polícia Federal durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.

A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, apura esquema de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos atribuído a uma organização criminosa.

A Justiça determinou bloqueio de bens que pode chegar a R$ 22 bilhões. O Banco Master havia sido liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.

A operação e os mandados

Além da prisão de Vorcaro, a Polícia Federal cumpriu outros três mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais, todos expedidos pelo STF. O Banco Central do Brasil atua como suporte técnico nas investigações.

A Justiça determinou ainda o afastamento de investigados de cargos públicos e o bloqueio e sequestro de bens de até R$ 22 bilhões, montante que representa o patrimônio possivelmente associado às irregularidades do grupo.

Trajetória do banqueiro

Nascido em Belo Horizonte em 1983, Vorcaro tem 42 anos e formação em Economia, com MBA em Business pelo Ibmec. Ganhou projeção nacional quando o Banco Master firmou operações de grande porte com o governo do Distrito Federal por meio do Banco de Brasília (BRB).

O BRB adquiriu títulos de crédito emitidos pelo Master — transações que estão no centro das investigações. A apuração também examina possível ligação entre a origem dos recursos usados nessas operações e o PCC.

Vorcaro é ainda acionista da SAF do Atlético-MG, detendo 20,2% do clube por meio do fundo Galo Forte FIP. A procedência do capital aplicado no futebol também está sob investigação.

Na véspera da prisão, o ministro André Mendonça havia tornado facultativa a presença de Vorcaro na CPI do Crime Organizado — esvaziando o poder coercitivo da comissão sobre o banqueiro no exato momento em que a PF fechava o cerco sobre ele.

O movimento gerou questionamentos sobre a sincronia das decisões institucionais. A operação desta quarta é a terceira fase de uma investigação que vem se aprofundando desde as primeiras denúncias sobre irregularidades no Banco Master.

A liquidação do banco pelo Banco Central, em novembro de 2025, já havia exposto as fragilidades do modelo de negócios do Master, estruturado em operações de crédito com entes públicos. Com a prisão do fundador, o caso entra em uma nova fase judicial, com potencial de alcançar outros agentes envolvidos no esquema.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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