No 4º dia da ofensiva conjunta com Israel, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que os bombardeios destruíram “praticamente tudo” no Irã e anunciou nova onda de ataques “em breve”.
Entre os alvos atingidos está a sede do conselho responsável por eleger o novo líder supremo iraniano. A escalada militar já provoca impactos nos mercados globais: o petróleo atingiu o maior preço registrado desde 2024.
Alvos estratégicos e retaliação iraniana
A campanha de bombardeios abriu um novo capítulo de instabilidade no Oriente Médio, com ataques registrados em várias cidades iranianas. Israel e Irã trocam ataques diretos, enquanto o Líbano também entra na rota de tensão regional.
As forças militares americanas e israelenses miraram alvos estratégicos no território iraniano, incluindo a sede do órgão responsável pela escolha do próximo líder supremo. Em retaliação, o Irã direcionou seus contra-ataques a bases militares dos EUA espalhadas pelo Oriente Médio.
Trump mira transição de poder em Teerã
Trump revelou a intenção de influenciar a composição do poder no Irã após os ataques. O presidente afirmou querer “alguém de dentro” do regime dos aiatolás para assumir o controle do país, mas admitiu que “a maior parte das pessoas que tínhamos em mente morreram”.
A declaração expõe a dimensão política da ofensiva: os EUA buscam uma transição de poder em Teerã que transcenda os resultados militares imediatos.
Petróleo dispara com crise no Oriente Médio
A escalada de tensão já provoca impactos diretos na economia global. O petróleo atingiu o maior preço desde 2024, pressionado pela incerteza gerada pelo conflito em curso na região.
O cenário é de conflito ampliado: ataques em várias cidades iranianas, ações diretas entre Israel e Irã e a aproximação do Líbano à rota de tensão. As bases militares americanas no Oriente Médio tornaram-se alvos do contra-ataque iraniano, ampliando o raio do confronto.
Com Trump prometendo nova onda de bombardeios “em breve” e afirmando que as forças conjuntas já destruíram “praticamente tudo” no Irã, a perspectiva é de continuidade da ofensiva — e de pressão persistente sobre os preços do petróleo no mercado internacional.