Política

Defesa de Bolsonaro pede a Moraes liberação das visitas de Flávio

Advogados dizem que suspensão de 90 dias é desproporcional e querem encontro antes da eleição de 2026
Moraes analisa pedido da defesa para liberar visitas de Flávio a Bolsonaro durante prisão domiciliar

A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que restabeleça as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai antes das eleições de 2026.

Os advogados classificam a suspensão de 90 dias como desproporcional e alegam que o ex-presidente não sabia que a carta lida pelo filho seria divulgada nas redes sociais.

Carta lida por Flávio motivou a punição

Moraes suspendeu as visitas depois que Flávio Bolsonaro leu, no último sábado (11), uma carta escrita pelo pai durante uma transmissão em rede social. Para o ministro, o ato driblou a proibição que impede Bolsonaro de usar redes sociais “diretamente ou por intermédio de terceiros” e configurou desvio de finalidade do direito de visita.

Na carta, divulgada como apoio à pré-candidatura do filho à Presidência, Bolsonaro chamou Flávio de seu “porta-voz” e “melhor opção” para o país. Segundo Moraes, o senador teria usado o encontro presencial apenas para obter o documento e publicá-lo depois.

A defesa argumenta que a Lei de Execução Penal protege o direito de visita e que a restrição total, pelo prazo de três meses, não é proporcional à gravidade dos fatos apontados pelo STF.

A decisão contestada agora pela defesa é a mesma que, na sexta-feira (17), suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio e proibiu visitas político-eleitorais ao ex-presidente até o fim das eleições de 2026. Na ocasião, Moraes também suspendeu por 30 dias as visitas gerais a Bolsonaro, mantendo apenas o acesso de equipe médica, fisioterapêutica e advogados.

Reincidência pesou na decisão do ministro

Moraes destacou que o episódio não foi isolado: conduta semelhante já havia ocorrido em agosto de 2025, o que na época motivou a decretação da prisão domiciliar de Bolsonaro. O ex-presidente cumpre, desde novembro do ano passado, pena de 27 anos e três meses por liderar organização criminosa que tentou um golpe de estado após a derrota nas eleições de 2022.

A proibição das visitas de Flávio, que a defesa agora tenta reverter, havia sido comemorada por aliados do governo Lula, que torciam para que Moraes se limitasse a essa punição sem revogar a prisão domiciliar. Agora, o STF terá que decidir se mantém o rigor da medida às vésperas da corrida eleitoral de 2026 ou recua diante da pressão da defesa.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Tarifas dos EUA já atingem 47,3% das exportações do Brasil, diz governo

Defesa de Bolsonaro recorre no STF contra proibição de visitas

Anvisa alerta: retatrutida não é aprovada em nenhum país do mundo

Defesa Civil reconhece emergência em 31 cidades por chuvas e seca