Política

Aliados de Lula torcem para Moraes manter prisão domiciliar de Bolsonaro

PT teme que revogação do benefício vire munição política para oposição na campanha de 2026
Bolsonaro e Moraes em cenário institucional do STF, simbolizando decisão sobre a prisão domiciliar de Bolsonaro

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemoraram a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária.

Ao mesmo tempo, petistas torcem para que Moraes não revogue a prisão domiciliar de Bolsonaro, medida que consideram um “prato cheio” para a oposição explorar na campanha de 2026.

Carta motivou reação de Moraes e correligionários

Na avaliação de petistas ouvidos, os aliados do ex-presidente já exploram politicamente a proibição de visitas decretada por Moraes, mas teriam muito mais munição se o ministro decidisse revogar também a prisão domiciliar. A proibição por 90 dias, aplicada depois de Flávio usar um encontro com o pai para obter e divulgar uma carta política, é justamente a decisão que os aliados de Lula comemoram e querem ver mantida como única punição.

O episódio começou com a divulgação de uma carta em que Bolsonaro chama o filho de seu “porta-voz”. Foi essa mesma carta que levou o PT a protocolar no STF o pedido de revogação da domiciliar que os aliados de Lula agora dizem não querer ver aceito.

Diferença jurídica com o caso Lula

Ao proibir as visitas, Moraes voltou a ser alvo de acusações de perseguição política por parte de bolsonaristas, que lembram que Lula, quando preso em 2018, divulgava cartas e dava entrevistas, participando inclusive da estratégia de campanha de Fernando Haddad.

Juristas, porém, avaliam que a decisão de Moraes é tecnicamente correta: havia medida cautelar em vigor proibindo Bolsonaro de usar suas próprias redes sociais ou as de terceiros. Na época em que Lula estava preso, ele ainda não tinha o trânsito em julgado decretado — situação distinta da de Bolsonaro, que já tem o trânsito em julgado e os direitos políticos suspensos.

O pré-candidato do PL promete recorrer da decisão, classificando-a como inconstitucional e alegando que ela silencia o pai durante o processo eleitoral — tratamento que, segundo ele, não foi dado a Lula em 2018, quando participou das estratégias da campanha de Haddad direto da prisão da Polícia Federal.

Nos bastidores, a expectativa entre aliados de Lula é que Moraes mantenha a punição restrita ao senador, já que foi ele quem descumpriu a cautelar, e aplique no máximo uma advertência ao ex-presidente. O temor petista de um agravamento na saúde de Bolsonaro dialoga com o histórico do benefício: a domiciliar foi concedida por Moraes por razões médicas e já havia sido prorrogada em junho a pedido da defesa, que alegava quadro clínico sem melhora.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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