Política

Tarifaço de Trump gera racha entre pré-candidatos à Presidência

Lula recorre à OMC, Flávio evita criticar Trump e mira no presidente
Tarifaço de Trump eleições 2026: Lula e Flávio Bolsonaro divergem no cenário presidencial

Os Estados Unidos impuseram, nesta quarta-feira (15), uma tarifa de 25% sobre a maioria dos produtos brasileiros, decisão que dividiu as opiniões dos pré-candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026.

Lula (PT) repudiou o tarifaço de Trump e responsabilizou a família Bolsonaro pelo desgaste na relação bilateral, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) evitou criticar o governo americano e concentrou os ataques no presidente.

Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) condenaram a medida dos Estados Unidos, mas também criticaram a condução das negociações pelo Planalto.

Por que os Estados Unidos aplicaram a tarifa

A tarifa de 25% foi anunciada pelo governo do presidente Donald Trump nesta quarta-feira (15), após investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Os americanos acusam o Brasil de práticas comerciais desleais em comércio digital, propriedade intelectual, meio ambiente e combate à corrupção — acusações que o governo brasileiro contesta.

Café, carne bovina, suco de laranja, produtos energéticos e componentes aeronáuticos ficaram de fora da cobrança, mas a maioria das exportações brasileiras será afetada.

Lula recorre à OMC e à Lei da Reciprocidade

Lula chamou a decisão de “marco lastimável” nas relações entre Brasil e Estados Unidos e afirmou que o país vai acionar o mecanismo de solução de controvérsias da OMC e aplicar a Lei da Reciprocidade. O presidente também prometeu manter, via Plano Brasil Soberano, medidas de proteção aos setores atingidos e atribuiu à família Bolsonaro parte da responsabilidade pelo agravamento da disputa.

Flávio evita criticar Trump e ataca Lula

Flávio Bolsonaro (PL) não questionou a tarifa em si: compartilhou publicação do secretário de Estado Marco Rubio responsabilizando o governo brasileiro pela falta de negociação e chamou Lula de “Biden brasileiro”. A publicação de Rubio compartilhada por Flávio ia além da crítica a Lula — o secretário afirmou que o Brasil “não negociou com os EUA de boa fé”, justificativa usada oficialmente para embasar o tarifaço.

Caiado e Zema miram nos dois lados

Ronaldo Caiado (PSD) alertou que o tarifaço pode provocar fechamento de empresas, aumento do desemprego e endividamento de produtores na indústria, no agronegócio e nos serviços digitais. O pré-candidato criticou tanto Lula quanto Flávio — a quem chamou de “o outro candidato” — e disse que a polarização prejudica o país. A crítica simultânea de Caiado aos dois rivais não é nova: uma semana antes do tarifaço ser confirmado, ele já acusava Lula de provocar Trump por cálculo eleitoral e classificava como erro o pedido de adiamento feito por Flávio ao USTR.

Romeu Zema (Novo) também condenou a decisão dos Estados Unidos, mas responsabilizou o Planalto pela condução das negociações — ressalvando que os erros do governo brasileiro não justificam a retaliação americana. Já Renan Santos (Missão) não havia se manifestado sobre o tarifaço até a publicação desta reportagem.

O pano de fundo eleitoral da disputa já vinha sendo destacado fora do Brasil: a repercussão internacional apontava a conexão entre o tarifaço e a corrida presidencial, já que o Planalto chegou a acusar a Casa Branca de usar a tarifa para beneficiar Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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