Economia

Empresários do Brasil e dos EUA pedem fim do tarifaço em carta a Lula e Trump

CNI, AmCham e US Chamber enviam carta a Lula e Trump antes do prazo de 15 de julho
Lula e Trump lado a lado simbolizam impasse do tarifaço EUA produtos brasileiros

Associações empresariais do Brasil e dos Estados Unidos enviaram uma carta a autoridades dos dois governos pedindo a ampliação do comércio bilateral em áreas como data centers, automóveis e minerais críticos.

O apelo ocorre a dois dias do prazo final, 15 de julho, para que o governo americano decida sobre o tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, que pode afetar 4,2 mil itens e US$ 15 bilhões em exportações.

Cinco pontos defendidos na carta

O documento foi assinado pela CNI, pela Amcham Brasil e pela US Chamber of Commerce, e endereçado aos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), além do secretário de Estado americano Marco Rubio e do representante comercial Jamieson Greer.

Entre as propostas estão ampliar o acesso a mercados de segurança energética e data centers, aprofundar a cooperação regulatória nos setores automotivo e farmacêutico, apoiar uma moratória da OMC sobre transmissões eletrônicas, acelerar o exame de patentes e reforçar a cooperação em minerais críticos.

“O avanço […] por meio da negociação, em vez da imposição de tarifas, tende a produzir resultados mais duradouros e evitar efeitos indesejados para empresas, trabalhadores e consumidores dos dois países”, afirmam as entidades no documento.

Para o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, novas tarifas seriam prejudiciais às duas economias. Segundo ele, a participação dos Estados Unidos no comércio total do Brasil caiu para 11,2% nos cinco primeiros meses de 2026, o menor patamar da série histórica, enquanto as importações brasileiras vindas do país recuaram 11% no período.

Pressão dos dois lados antes do prazo final

O Itamaraty identificou 43 empresas e associações americanas contrárias ao tarifaço em resposta formal enviada ao USTR e assinada por Mauro Vieira, argumento que reforça o tom da carta das entidades empresariais.

Uma semana antes, a CNI já projetava 4,1 mil produtos e US$ 14,9 bilhões sob ameaça; a estimativa subiu para 4,2 mil itens e US$ 15 bilhões às vésperas do prazo de 15 de julho.

A pressão se soma às audiências públicas abertas pelo USTR esta semana, que reuniram setores como café, arroz, açúcar e calçados, além da mobilização de entidades como Fiesp e Abimaq em Washington para tentar deter as tarifas antes que entrem em vigor.

Apesar da resistência, os Estados Unidos já preveem uma lista de exceções para produtos estratégicos, como café, certas carnes, frutas, fertilizantes, medicamentos, aeronaves e minerais, o que indica que parte do impacto pode ser evitada mesmo se o tarifaço avançar.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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