Economia

EUA atacam 90 alvos no Irã e petróleo sobe a US$ 78,90

Disputa pelo controle do Estreito de Ormuz pressiona o Brent pelo segundo dia consecutivo
Estreito de Ormuz e barris de petróleo: mapa da tensão geopolítica que pressiona o preço do petróleo no Oriente Médio

Os Estados Unidos realizaram uma nova rodada de ataques militares contra o Irã na madrugada desta quinta-feira (9), atingindo cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. É o segundo dia consecutivo de ofensiva americana.

O objetivo declarado é reduzir a capacidade iraniana de atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo e gás natural do planeta.

A reação dos mercados foi imediata: o barril de petróleo Brent subia 1,13% às 8h, a US$ 78,90, enquanto o WTI avançava 0,92%, a US$ 74,16. O dólar recuava 0,15%, a R$ 5,1406.

Operação atinge infraestrutura estratégica ao longo da costa iraniana

As forças do Comando Central dos EUA destruíram ou danificaram sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, além de capacidades navais e infraestrutura de logística militar. No total, cerca de 90 alvos foram atingidos na operação da madrugada de quarta para quinta-feira (8 e 9).

A ofensiva tem objetivo expresso: degradar a capacidade iraniana de ameaçar o tráfego comercial no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde flui parcela significativa do petróleo e gás natural transportados por via marítima no mundo.

Há apenas duas semanas, o Brent havia recuado a US$ 73 com a reabertura gradual do Estreito durante o período de cessar-fogo — patamar agora superado com a retomada dos ataques. O padrão de pressão sobre o mercado de energia segue um ciclo que se repete desde junho: o cancelamento das negociações em Genebra já havia reacendido a pressão sobre o petróleo ao colocar em dúvida o futuro das regras de navegação no Estreito.

Terceiro ciclo de tensão e distensão em menos de um mês

A nova escalada acontece apenas dez dias depois de uma trégua entre EUA e Irã ter derrubado o dólar para a casa de R$ 5,15 e reaberto expectativas diplomáticas — o terceiro ciclo de tensão e distensão em menos de um mês.

Na véspera, o dólar havia encerrado em queda de 0,07%, a R$ 5,1485, após operar com volatilidade ao longo do dia. Nesta quinta (9), a moeda americana aprofundou a leve queda na abertura, sinalizando que o mercado ainda calibra o alcance dos novos ataques e a possibilidade de resposta iraniana.

A disputa pelo controle do Estreito de Ormuz concentra a atenção dos investidores globais por seu impacto direto nos preços internacionais de energia. Enquanto houver incerteza sobre a livre navegação na rota, a pressão sobre as cotações do petróleo tende a persistir.

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