Economia

Dólar recua com IPCA em foco e tensões no Oriente Médio pressionam mercados

Inflação de 0,16% em junho acumula 4,64% em 12 meses e baliza próxima decisão do Banco Central sobre a Selic
Composição editorial com Banco Central, petróleo e Oriente Médio: pressão do IPCA de junho sobre juros e dólar

O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (10) em queda de 0,24%, cotado a R$ 5,1103, pressionado pela divulgação do IPCA de junho e pela escalada do conflito entre os Estados Unidos e o Irã no Estreito de Ormuz.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo registrou alta de 0,16% no mês passado, acumulando 4,64% em 12 meses — número que o Banco Central acompanha de perto para calibrar a trajetória da Selic.

Na véspera, forças americanas realizaram nova rodada de ataques contra o Irã, atingindo cerca de 90 alvos militares ao longo da costa do país em disputa pelo controle da rota estratégica.

IPCA de junho e o radar do Banco Central

O resultado do IPCA divulgado nesta manhã pelo IBGE é o principal termômetro econômico do dia. A alta de 0,16% em junho elevou o acumulado em 12 meses para 4,64% — patamar que mantém o Banco Central em alerta para os próximos passos da política monetária brasileira.

Na semana passada, a ata do Copom já havia sinalizado piora nas projeções de inflação e aceleração da atividade no segundo semestre — contexto que torna o IPCA de junho um termômetro decisivo para as próximas decisões do Banco Central sobre a Selic.

Ataques americanos e a disputa pelo Estreito de Ormuz

Na noite de quarta-feira (8), o Comando Central dos Estados Unidos executou nova rodada de bombardeios contra o Irã. Ao todo, cerca de 90 alvos estratégicos foram atingidos ao longo da costa iraniana — entre eles sistemas de defesa aérea, depósitos de mísseis e drones, ativos navais e infraestrutura de logística militar.

O objetivo declarado da operação é limitar a capacidade do Irã de atacar embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz, corredor marítimo de cerca de 50 km de largura que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Antes do início do conflito, cerca de 20% de todo o petróleo e gás negociados no mundo passavam pela rota.

Na quarta-feira (8), os EUA já haviam lançado uma rodada anterior de ataques contra o Irã — atingindo mais de 80 alvos militares ao longo da costa iraniana —, episódio que empurrou o dólar a R$ 5,18 e marcou o colapso do mais recente cessar-fogo entre os dois países.

Apesar da intensidade dos ataques, o presidente americano Donald Trump afirmou que os Estados Unidos “buscam um acordo” para encerrar o conflito. O governo iraniano, por sua vez, mantém a posição de que o mundo deve reconhecer a soberania do país sobre o Estreito de Ormuz — rota que Teerã transformou em instrumento de pressão política e militar desde o início da guerra.

Bolsas europeias e asiáticas seguem em direções opostas

Na Europa, a preocupação com o conflito pesava sobre os mercados, que operavam mistos. O DAX alemão recuava 0,01% perto das 9h, o CAC-40 francês cedia 0,03% e o FTSE 100 britânico subia 0,11% — movimento que reflete a cautela dos investidores diante da incerteza geopolítica.

Na Ásia, o desempenho foi majoritariamente positivo, impulsionado pelo otimismo com empresas chinesas de tecnologia. O Nikkei japonês avançou 1,20%, o Kospi sul-coreano valorizou 2,52% e o Hang Seng de Hong Kong subiu 0,60%. Na contramão, o CSI 300 chinês recuou 1,96% e o índice composto de Xangai cedeu 1%.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
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